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Assembleia de São Paulo vota admissão de 80 mil docentes
A Assembleia paulista deve votar na próxima semana, entre terça e quarta, o projeto da gestão Serra para a contratação de 80 mil professores.
As contratações devem ocorrer no transcorrer de dois anos e pretendem substituir os professores temporários (não concursados). A rede estadual de ensino possui atualmente 215 mil docentes, sendo que cerca de 80 mil são temporários -os números variam mês a mês.
Os temporários são apontados pelo governo com um dos motivos para a baixa qualidade da educação no Estado.
Com as contratações, o Estado utilizaria os professores não concursados apenas nos casos de emergências, como substituição de licenciados.
O sindicato dos professores estaduais elogiou o aumento de vagas na rede.
O sinal verde para a ampliação foi dado ontem. Anteontem, o governador José Serra (PSDB) encaminhou à Assembleia um aditivo de 30 mil vagas ao seu projeto anterior --que previa 50 mil contratações.
O projeto que aumenta o total de vagas no ensino paulista atende a pedido da oposição e deve facilitar sua aprovação.
Outro projeto em tramitação na Casa prevê a contratação de mais 10 mil docentes -para concurso ainda neste ano. Somando as duas propostas, serão 90 mil docentes contratados.
A gestão Serra também alterou, há duas semanas, o prazo máximo de permanência do temporário na função no cargo. A previsão inicial era de um ano, mas a medida estendeu o prazo para dois anos. Em maio, os professores ameaçaram entrar em greve contra o projeto que limitava o prazo no cargo.
Especialistas em administração pública criticavam o tempo limitado para a contratação de professores temporários.
A maioria dos professores da rede estadual que trabalham atualmente como temporários não perderá o emprego porque ganharam estabilidade pelo tempo de trabalho.
Somente os docentes que ingressaram na carreira após 2007 devem ser afetados. Em princípio, porém, devem permanecer mais dois anos.
Depois disso, entram numa "quarentena" de 200 dias até estarem aptos a concorrer a um cargo público novamente.
A ampliação do prazo tem como objetivo reduzir a rotatividade excessiva de mão-de-obra nas escolas, o que seria nocivo ao processo de aprendizagem, afirma a Secretaria de Estado da Educação.
"A rotatividade atrapalha o processo pedagógico", afirma Maria Isabel Noronha, presidente da Apeoesp (sindicato dos professores).
http://noticias.bol.uol.com.br/educacao/2009/06/20/ult4735u1575.jhtm
Educação de SP recolhe mapa sem divisa entre Pará e Amapá distribuído na rede estadual
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo vai recolher um dos mapas que distribuiu em fevereiro deste ano. O motivo: foram encontrados erros no "Mapa Mundi Político (Planisfério)". A informação consta do Diário Oficial do Estado de São Paulo desta quarta (17).
Segundo a portaria da Cenp (Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas), "não está demarcada a divisa entre os Estados do Pará e do Amapá". Além disso, o Estado do Amapá está identificado de maneira incorreta.
Há, ainda "outras incorreções gráficas": "as linhas divisórias entre os Estados encontram-se ligeiramente deslocadas em relação à base hidrográfica".
A Cenp informa ainda que os mapas foram distribuídos às escolas estaduais em fevereiro e que a constatação do erro é resultado de "seu esforço de revisão permanente dos materiais distribuídos às escolas estaduais".
Dessa vez, o erro foi encontrado pela própria secretaria, diferentemente do que aconteceu com o emblemático caso do livro de geografia com "dois Paraguais". Na ocasião, o caso repercutiu também na imprensa da América do Sul.
Mais recentemente, foram detectados "livros inadequados" entre os títulos distribuídos pelo programa "Ler e Escrever". Livros contendo expressões como "chupa rola", "cu" e "chupava ela todinha" foram distribuídos pela Secretaria Estadual da Educação de São Paulo como material de apoio a alunos da terceira série do ensino fundamental.
Duas das obras seriam devolvidas, segundo a pasta. São elas "Um Campeonato de Piadas", considerado pela pasta como "preconceituoso", e "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol", com palavrões, conotação sexual e alusão ao crime organizado.
Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, foram gastos R$ 149 mil com as seis obras retiradas, dos quais R$ 53 mil com as devolvidas. No total, o programa previa 818 títulos comprados para crianças da 1ª a 4ª séries do fundamental. Os 818 livros do programa custaram R$ 16,7 milhões.
No dia 28 de maio, a secretaria abriu uma exposição com os outros 812 títulos.
http://noticias.bol.uol.com.br/educacao/2009/06/17/ult105u8237.jhtm
Secretaria de Educação oferece 500 bolsas para mestrado ou doutorado
A Secretaria de Educação de São Paulo recebe inscrições até 15 de julho para 500 bolsas de estudo de R$ 790 para mestrado ou doutorado, voltadas a professores efetivos, diretores e supervisores da rede. A inscrição deverá feita apenas pelo site cenp.edunet.sp.gov.br.
Os candidatos devem enviar a ficha de inscrição preenchida pelos Correios, via sedex, ou entregar direto na Diretoria de Ensino onde trabalham. Os interessados devem observar também a lista de documentos exigidos e as normas para obtenção do benefício, disponíveis na web.
O servidor que conseguir o benefício deverá concluir o mestrado em até 24 meses, prorrogáveis por mais seis. Já a bolsa para o doutorado tem validade de 48 meses, prorrogáveis por mais seis meses.
Os cursos terão início no segundo semestre de 2009. Outras informações podem ser obtidas na internet.
*Com informações da Secretaria de Educação de São Paulo.
Professores brasileiros têm perfil jovem, aponta pesquisa
Ao contrário do panorama entre os docentes de outros países, a maioria dos professores do Brasil é jovem. É o que aponta a pesquisa Talis (Teaching and Learning International Survey), realizada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 24 países.
Na maioria dos países, o estudo aponta que a força de trabalho das escolas está envelhecendo. Já no Brasil, só 12% dos docentes têm mais de 50 anos. De acordo com a pesquisa, quase um quarto dos professores têm menos de 30 anos.
O principal objetivo do estudo é levantar dados sobre o ambiente de aprendizagem e as condições de trabalho que as escolas oferecem aos seus profissionais. Para a secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, é positivo o fato de 22% dos docentes ter menos de 30 anos.
"Atrair novos talentos para a carreira é importante. O próximo passo é garantir que ele tenha um bom plano de carreira, salários adequados e boas condições para que ele permaneça na profissão até se aposentar", avaliou.
Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin Leão, o percentual de jovens no magistério ainda é baixo. Ele acredita também que muitos professores com mais de 50 anos abandonam a carreira.
"O professor ingressa na carreira jovem, aos 20 e poucos anos, mas depois de dez anos não vê perspectivas de um futuro melhor e vai procurar outras carreiras que ofereçam ganhos salariais melhores", aponta.
Outra questão em que o Brasil difere dos outros países participantes da pesquisa é no que diz respeito a cargos diretivos nas escolas. Aqui, as mulheres ocupam a maioria dos postos de direção (76%) das unidades escolares, enquanto no resto do mundo a função é majoritariamente dos homens.
A pesquisa detecta que as escolas brasileiras têm pouca autonomia de gestão. Os resultados globais apontam que 75% dos professores trabalham em unidades escolares em que os diretores têm pouca autonomia em relação ao salário dos professores, mas essa independência aumenta em relação a contratações e demissões de pessoal, além de gestão de recursos. Mas no Brasil, cerca de 25% dos docentes estão em escolas em que a direção tem autonomia para gerir pessoas.
Pilar explica que esse resultado é reflexo da forma como o sistema escolar se organiza no país. As secretarias de educação são as responsáveis por administrar o sistema público e as unidades são organizadas em redes. Na avaliação da secretária, o modelo fortalece as escolas, sem prejuízo para a qualidade da educação. "A escola precisa ter a autonomia resguardada no que diz respeito à definição do seu projeto pedagógico e ao relacionamento com a comunidade."
O levantamento entrevistou diretores e professores em cerca de 200 escolas de cada país. Além do Brasil, participaram do estudo Austrália, Áustria, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Eslovênia, Estônia, Holanda, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Coreia, Lituânia, Malta, Malásia, México, Noruega, Polônia, Portugal e Turquia.
Amanda Cieglinski
Agências Brasil
Preconceito piora desempenho de alunos, diz pesquisa
Alunos zombando de outros alunos, de professores ou de funcionários do local onde estudam é, mais do que brincadeira de mau gosto, sinal de pior rendimento escolar.
Uma pesquisa realizada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) a pedido do MEC (Ministério da Educação) demonstrou que, quanto mais preconceito e práticas discriminatórias existem em uma escola pública, pior é o desempenho de seus estudantes.
Entre as experiências mais nocivas vividas por esses jovens está o bullying, que é a humilhação perante colegas por motivo de intolerância.
As consequências na performance estudantil são mais graves quando as vítimas de zombaria são os professores. Entre os alunos, os principais alvos são, respectivamente, negros, pobres e homossexuais.
Para chegar a essa associação entre o grau de intolerância e o desempenho escolar, o estudo considerou os resultados da Prova Brasil de 2007, exame de habilidades de português e matemática realizado por quem cursa da 4ª à 8ª série do ensino fundamental da rede pública.
A conclusão foi que as escolas com notas mais baixas registraram maior aversão ao que é diferente. O MEC não informou que medidas pretende tomar a respeito dessa constatação.
"A conjectura que podemos fazer é que o bullying gera um ambiente que não é propício ao aprendizado", afirma o economista José Afonso Mazzon, coordenador da pesquisa.
"Não é uma questão de política educacional, mas de governo, de Estado. O indivíduo que nasce negro, pobre e homossexual está com um carimbo muito sério pela vida toda", diz Mazzon, para quem o preconceito vem normalmente da própria família. "Para alterar uma situação como essa acredito que levará gerações."
Foram entrevistadas 18.600 pessoas, entre alunos, pais, diretores, professores e funcionários de 501 escolas de todo o Brasil. Entre os estudantes, participaram da pesquisa os que cursam a 7ª ou a 8ª série do ensino fundamental, a 3ª ou a 4ª série do ensino médio e o antigo supletivo, o EJA (Educação para Jovens e Adultos). Do total estudantil, 70% têm menos de 20 anos.
UOL
Diretor de escola recolhe livros com palavrões de biblioteca em União da Vitória (PR)
O diretor de um colégio estadual de União da Vitória, no Paraná, retirou dois exemplares dos livros "Amor à Brasileira" e "Um Contrato com Deus e Outras Histórias de Cortiço" da biblioteca da escola e denunciou o conteúdo das obras ao Ministério Público do Estado por considerá-las "pornográficas" e "pejorativas".
Brugnago, que também é vereador pelo PSDB na cidade, pede que todos os exemplares dessas obras sejam retirados das escolas públicas do Paraná. Os livros foram distribuídos às escolas pelo PNBE (Programa Nacional das Bibliotecas Escolares), do governo federal.
Segundo o diretor, os livros retirados foram entregues ao Ministério Público Estadual para análise. A representação foi feita em 18 de maio.
"A literatura brasileira é tão vasta e tão rica que não precisa utilizar de termos tão baixos em livros de escola. Tem tanta coisa mais importante para ensinar", disse o diretor. O Colégio Estadual São Cristóvão tem cerca de 2.000 alunos de ensino fundamental e médio. As obras eram destinadas ao ensino médio.
No livro "Amor à Brasileira", Brugnago critica um dos contos da obra, escrito pelo jornalista Rodolfo Konder, que recebeu o Prêmio Jabuti de Literatura em 2001. O diretor argumenta que o texto tem conteúdo pornográfico e traz termos chulos, como "buceta". Na outra obra, do quadrinista Will Eisner, Brugnago aponta cenas de sexo e violência em quadrinhos.
José Jackiw, do Núcleo Regional de Educação de União da Vitória, que representa a Secretaria da Educação do Paraná, criticou a medida. Segundo ele, a atitude denota censura.
Na próxima semana, Jackiw deve se reunir com o diretor para pedir explicações e perguntar por que o Núcleo Regional não foi consultado antes das medidas. O caso deve ser encaminhado à secretaria.
O Ministério da Educação informou que a escolha de todos os livros distribuídos pelo PNBE segue critérios técnicos apontados por universidades. O ministério disse ainda, por meio de sua assessoria, que não pretende retirar os dois títulos do programa e que o diretor age por "obscurantismo". União da Vitória tem 51 mil habitantes.
UOL
Pesquisa indica que há 99,3% de preconceito no ambiente escolar
Pesquisa realizada em 501 escolas públicas de todo o país, baseada em entrevistas com mais de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, revelou que 99,3% dessas pessoas demonstram algum tipo de preconceito étnico-racial, socioeconômico, com relação a portadores de necessidades especiais, gênero, geração, orientação sexual ou territorial.
O estudo, divulgado nesta quarta-feira (17), em São Paulo, e pioneiro no Brasil, foi realizado com o objetivo de dar subsídios para a criação de ações que transformem a escola em um ambiente de promoção da diversidade e do respeito às diferenças.
De acordo com a pesquisa Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar, realizada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) a pedido do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), 96,5% dos entrevistados têm preconceito com relação a portadores de necessidades especiais, 94,2% têm preconceito étnico-racial, 93,5% de gênero, 91% de geração, 87,5% socioeconômico, 87,3% com relação à orientação sexual e 75,95% têm preconceito territorial.
Segundo o coordenador do trabalho, José Afonso Mazzon, professor da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), a pesquisa conclui que as escolas são ambientes onde o preconceito é bastante disseminado entre todos os atores. "Não existe alguém que tenha preconceito em relação a uma área e não tenha em relação a outra. A maior parte das pessoas tem de três a cinco áreas de preconceito. O fato de todo indivíduo ser preconceituoso é generalizada e preocupante", disse.
Com relação à intensidade do preconceito, o estudo avaliou que 38,2% têm mais preconceito com relação ao gênero e que isso parte do homem com relação à mulher. Com relação à geração (idade), 37,9% têm preconceito principalmente com relação aos idosos. A intensidade da atitude preconceituosa chega a 32,4% quando se trata de portadores de necessidades especiais e fica em 26,1% com relação à orientação sexual, 25,1% quando se trata de diferença socioeconômica, 22,9% étnico-racial e 20,65% territorial.
O estudo indica ainda que 99,9% dos entrevistados desejam manter distância de algum grupo social. Os deficientes mentais são os que sofrem maior preconceito com 98,9% das pessoas com algum nível de distância social, seguido pelos homossexuais com 98,9%, ciganos (97,3%), deficientes físicos (96,2%), índios (95,3%), pobres (94,9%), moradores da periferia ou de favelas (94,6%), moradores da área rural (91,1%) e negros (90,9%).
De acordo com o diretor de Estudos e Acompanhamentos da Secad (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade) do MEC (Ministério da Educação), Daniel Chimenez, o resultado desse estudo será analisado detalhadamente uma vez que o MEC já demonstrou preocupação com o tema e com a necessidade de melhorar o ambiente escolar e de ampliar ações de respeito à diversidade.
"No MEC já existem iniciativas nesse sentido [de respeito à diversidade], o que precisa é melhorar, aprofundar, alargar esse tipo de abordagem, talvez até para a criação de um possível curso de ambiente escolar que reflita todas essas temáticas em uma abordagem integrada", disse.
Flávia Albuquerque /UOL
Lei garante merenda e transporte a alunos do ensino médio da rede pública no Brasil
O presidente em exercício, José Alencar, sancionou nesta terça-feira a lei que estende a merenda escolar e o transporte escolar ao ensino médio e à educação de jovens e adultos da rede pública. Medida provisória nesse sentido já havia sido assinada em janeiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e os repasses já vinham sendo feitos aos Estados desde fevereiro.
Com a nova lei, o orçamento para alimentação escolar foi ampliado em R$ 400 milhões, totalizando R$ 2,1 bilhão, sendo que 30% deverão ser aplicados na aquisição de produtos da agricultura familiar.
Além dos 35 mil alunos de creches, pré-escola e ensino fundamental já atendidos pela merenda escolar, passam a ser beneficiados 9 milhões de estudantes do ensino médio e 3 milhões de alunos dos programas de educação de jovens e adultos.
No caso do transporte escolar, o montante previsto para este ano passou de cerca de R$ 300 milhões para R$ 460 milhões, alcançando todos os alunos do ensino médio e jovens e adultos de zonas rurais.
"Antes o ensino médio não tinha nada e havia uma grande evasão. Com isso, estamos fazendo com que o aluno do ensino médio continue sendo assistido", resumiu o presidente do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), Daniel Balaban.
Outra novidade da nova lei é a ampliação do Programa Dinheiro Direto na Escola, que contará com R$ 1 bilhão este ano para manutenção de mais 30 mil escolas, totalizando 180 mil estabelecimentos de ensino público.
A nova lei será publicada amanhã (17) no "Diário Oficial da União".
Agência Brasil