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ESTADOS DEVEM ELABORAR PLANOS DE CARREIRA PARA P MAGISTÉRIO
Até 31 de dezembro de 2009, estados e municípios devem elaborar planos de carreira para professores e profissionais da educação básica da rede pública. Hoje (29), o Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou as diretrizes para esse planos. A lei que estabeleceu o piso nacional do magistério já previa essa exigência.
O plano de carreira deve incluir questões como a progressão funcional, a formação inicial e continuada, o processo de escolha de diretores das escolas e o número máximo de alunos por turma. Um plano de carreira bem estruturado é apontado por especialistas em educação como fator determinante para atrair bons profissionais para a carreira.
Governadores e prefeitos devem enviar os projetos às assembléias legislativas e câmara de vereadores. O Ministério da Educação (MEC) recomendou que pais, professores e a comunidade participem das discussões sobre o plano. A resolução do CNE está disponível no Diário Oficial da União.
Agência Brasil
LULA IRONIZA SERRA SOBRE OS LIVROS ERÓTICOS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou nesta quinta-feira a cerimônia de lançamento do Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica para ironizar o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), principal pré-candidato da oposição para a eleição presidencial de 2010.
"Vocês nunca mais vão ver nesse País um mapa do Brasil com dois Paraguais...ou tentar fazer educação sexual num livro como se tentou fazer", disse Lula em discurso, referindo-se a livros empregados pelo sistema de educação paulista e que tiveram de ser recolhidos por conter um mapa errado e palavrões.
Lula também desafiou seus sucessores. Disse que, como o próximo presidente terá mais educação que ele, terá de fazer mais realizações no setor. "Quem vier depois vai ter que saber que não pode fazer menos do que nós fizemos". afirmou. "Deus queira que seja um bicho bem competente mesmo."
Ponderando que os parlamentares sempre aprovaram sem problemas matérias relacionadas à educação, o presidente pediu ao Congresso que aprove os projetos que criam uma universidade voltada aos públicos latino-americano e africano. "Se vocês (deputados e senadores) aprovarem, pelo menos vocês vão me dar o prazer de lançar a pedra fundamental (da obra das universidades)", destacou.
"A dívida que nós temos com o continente africano a gente não vai conseguir mensurar em dinheiro. A gente não vai conseguir pagar em dinheiro", argumentou. "O que a gente vai fazer é contribuir com solidariedade com o continente africano e ir pagando na prestação de serviços e na transferência das coisas que nós sabemos, na transferência de tecnologia", acrescentou.
TERRA
CRÍTICA SOBRE O DESCASO COM A EDUCAÇÃO
Uma notícia nada positiva, sobre os livros de leitura
que têm sido distribuídos nas escolas da rede públ
ica como material complementar para a alfabetização.
A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo distribuiu, entre outros livros, um destinado a crianças de nove anos – “Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol”, com 11 histórias em quadrinhos (HQs) de vários autores sobre futebol, com conteúdo sexual, palavrões e referência ao PCC.
Destinado ao público adolescente e adulto, e não para crianças dessa faixa etária, não é um material adequado para as escolas, segundo um de seus autores – Caco Galhardo, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.
Mas alguém da Secretaria achou que era adequado. Ou nem procurou saber. E quanto material vai para as escolas de qualquer jeito? A sorte é que esse passou pelo crivo dos coordenadores das instituições e foi barrado.
O governador José Serra disse que os responsáveis serão punidos. Não sei o que ele quer dizer com isso e se irá resolver alguma coisa. O que fica claro é que as pessoas que trabalham com a educação pública estão pouco envolvidas com ela ou não estão preparadas para ocuparem cargos de grande responsabilidade. Educação é coisa séria.
Os profissionais que trabalham nesta área deveriam ser altamente qualificados e receberem treinamento para estarem onde estão. Fica a dúvida: o quanto o selecionador dos livros entende de literatura infantil. E de literatura infantil adequada e de boa qualidade.
Pois o que parece é que bastou ser uma HQ para na visão dele já ser adequada. Ora, qualquer livro que vamos dar a uma criança deve ser pensado e analisado previamente. Não só quando falamos de escola. Os pais também devem conhecer uma obra antes de dá-la ao seu filho. Não é qualquer coisa feita para ela que é adequada. Toda e qualquer literatura passa valores. E nem todos estão de acordo com aqueles que desejamos para nossas crianças.
Tema não é problema
No caso dessa publicação que fala de sexo, o problema em si não é o tema. Há livros bem interessantes que abordam esse assunto numa linguagem adequada para as crianças. A questão é como ele é retratado – de maneira vulgar e com palavreado chulo.
O que será passado para os pequenos é justamente isso: que sexo é algo vulgar, que palavrão pode e deve ser dito e por aí vai. E algo que tem sido reclamado em relação aos alunos da rede pública é justamente que eles não têm educação. Caso livros assim forem dados a eles pela escola, esse tipo de linguagem será oficializado. Estimula-se aquilo que se pretende combater.
Como se vê, há muitos detalhes quando se fala em educação. Não basta dar livros, eles têm que ser de adequados para a faixa etária.
Esse fato deixa claro que o problema da educação não reside apenas na formação dos professores mas em toda sua estrutura. E disso vai depender a real valorização que será dada a ela, com medidas que priorizem a qualidade dos profissionais envolvidos em todos os seus setores.
(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)
GOVERNO ESTADUAL MANDA RECOLHER MAIS LIVROS
ALGUNS TÊM CONTEÚDOS PRECONCEITUOSOS, OUTROS,
PORNOGRÁFICOS
A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo finalizou nesta sexta-feira (29) a revisão dos 817 títulos de livros utilizados em atividades de apoio nas salas de aula no programa Ler e Escrever, voltado a apoiar a alfabetização de crianças. Uma comissão composta para esta finalidade avaliou que, ao todo, cinco livros serão retirados do programa.
A assessoria de imprensa da secretaria divulgou por meio de nota à imprensa lista de mais quatro títulos a serem excluídos do programa por recomendação da comissão e determinação do secretário Paulo Renato Souza.
Na quinta-feira passada (28), a secretaria já havia informado que a coletânea “Poesia do Dia - Poetas de Hoje para Leitores de Agora” seria recolhida nas escolas.
Quatro dos títulos foram excluídos por inadequação para a faixa etária e um deles por conteúdo preconceituoso.
Os livros que tiverem sido distribuídos às escolas serão recolhidos imediatamente, segundo a secretaria. As escolas estão sendo comunicadas a partir desta sexta-feira. Uma sindicância está apurando as responsabilidades pelos erros no processo de seleção e compra dos títulos.
Confira a seguir a lista dos cinco livros excluídos do programa:
1-) “Um Campeonato de Piadas”, de Laerte Sarrumor e Guca Domenico
Justificativa da secretaria: conteúdo preconceituoso
2-) “Poesia do Dia - Poetas de Hoje para Leitores de Agora”, de Alberto Pucheu, André Dick, Bruna Beber, Danilo Monteiro, Diego Vinhas, Elisa Andrade Buzzo, Fabrício Carpinejar, Fabrício Corsaletti, Joca Reiners Terron, Marcelo Camelo, Mário Bortolotto, Paulo Scott, Paulo Seben e Rodrigo Petronio
Justificativa da secretaria: inadequação para a faixa etária
3-) “O Triste Fim do Menino Ostra e Outras Histórias”, de Tim Burton
Justificativa da secretaria: inadequação para a faixa etária
4-) “Memórias Inventadas - A Infância”, de Manoel de Barros (excluído das salas do programa de recuperação intensiva da quarta série)
Justificativa da secretaria: inadequação para a faixa etária
5-) “Manual de Desculpas Esfarrapadas: casos de humor”, de Leo Cunha (excluído das salas do programa de recuperação intensiva da quarta série
Justificativa da secretaria: inadequação para a faixa etária
Serra é vaiado por professores em Presidente Prudente
Presidente Prudente - O governador de São Paulo, José Serra, foi vaiado hoje por professores e servidores da saúde durante uma visita a Presidente Prudente, no interior paulista, para inaugurar obras. Durante o discurso, o governador chegou a ser chamado de "ditador" pelos manifestantes. Em resposta aos gritos - de "ditador, ditador" -, Serra ironizava: "Eles são contra a saúde, são contra até os deficientes (referindo-se a projetos que beneficiam deficientes). São de seitas e 'partidecos'. Nós governamos para toda a população de São Paulo. Não somos de 'trololó'", afirmou Serra.
"Ele não negocia nem paga o dissídio dos professores desde 2006. Não repassa nem a inflação acumulada e não discute o reajuste salarial com os professores", acusou Agripino Miguel Costa, conselheiro regional do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Os professores exigem reajuste salarial de 27,5%, enquanto os servidores da Saúde pedem reposição salarial de 47%. No começo da noite de hoje os professores estaduais decidiram entrar em greve a partir de quarta-feira.
Serra inaugurou o Hospital Regional, que o governo paulista comprou por R$ 74 milhões em duas parcelas. Desde fevereiro, o hospital é administrado por freis da Associação Lar São Francisco, que cuida de 34 hospitais no Estado de São Paulo. O governador também recebeu o título de cidadão prudentino, e entregou títulos de lotes para 46 famílias do Assentamento Santa Tereza, em Euclides da Cunha Paulista. No palanque armado no estacionamento do hospital, o governador, ao lado de ao menos 40 prefeitos e vários deputados, anunciou também a entrega de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com 20 leitos para adultos.
GREVE DOS PROFESSORES DE SP A PARTIR DE QUARTA-FEIRA
São Paulo - Os professores da rede pública estadual paulista decidiram entrar em greve a partir da próxima quarta-feira, segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp). A decisão foi tomada em assembleia realizada hoje na Praça da República, que reuniu, segundo a Apeoesp, cinco mil pessoas. De acordo com a PM, porém, o ato teve a presença de 800 professores. A paralisação tem o objetivo de pressionar o governo estadual a retirar os projetos de lei complementares 19 e 20 da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), ambos enviados pelo governador José Serra (PSDB).
Em nota, os professores afirmam que estes projetos retiram direitos e tornam mais precária a vida funcional dos admitidos em caráter temporário. Basicamente, as propostas, tratam da contratação de servidores temporários e da criação de novas jornadas de trabalho e concursos para professores da rede estadual de ensino
A secretária de comunicações da entidade, Rosana Inácio, conta que os professores estiveram reunidos com o secretário estadual de educação, Paulo Renato, no dia 12 de maio, quando ele havia sido recentemente empossado no cargo. Na ocasião, o secretário alegou não poder encaminhar a discussão e pediu um tempo para se informar melhor sobre o tema.
Os projetos foram encaminhados para a apreciação dos deputados estaduais e a Apeoesp chegou a participar do colégio de líderes, quando novamente expôs suas avaliações e conseguiu que fosse agendada uma audiência pública para debater as propostas - justamente no dia 3.
No entanto, relata a sindicalista, o governador José Serra requereu regime de urgência para a votação dos dois projetos, além de indicar relatores especiais para cada um deles. "Esperávamos que o trâmite (no Legislativo) fosse o normal, mas o governador não pretende permitir que os projetos passem pelas comissões da Alesp. Por isso a greve foi proposta e acabou aprovada pela assembleia dos professores", completa Rosana.
Manifestação
Além de paralisar as aulas, os professores vão organizar uma grande manifestação em frente ao prédio da Alesp, paralelamente - e no mesmo momento - à audiência pública sobre os polêmicos projetos. Uma nova assembleia também será realizada, para definir os rumos do movimento.
Além de ampliar o debate sobre as alterações propostas pelo Executivo, a categoria também reivindica 27,5% de reposição salarial, um terço da jornada de trabalho para atividades extraclasse, ações imediatas para pôr fim à violência nas escolas, estabilidade a todos os professores por meio de concurso público classificatório, entre outros itens.
Secretário de Educação de SP admite falhas em processo de escolha de livros
Folha de S.Paulo
O secretário estadual da Educação de São Paulo, Paulo Renato Souza, afirmou que vai mudar o processo de compra de livros para as escolas.
Ele pretende criar uma comissão de especialistas que fará um parecer sobre cada obra.
Nas últimas semanas, reportagens da Folha mostraram que, dos 818 títulos distribuídos para alunos da rede estadual de ensino na faixa dos nove anos, dois tinham linguagem inadequada: um livro em quadrinhos trazia palavrões e outro, um poema com ironias do tipo "nunca ame ninguém. Estupre".
FOLHA - Como os livros são escolhidos?
PAULO RENATO SOUZA - Cada processo na secretaria teve uma sistemática. No Ler e Escrever [projeto implementado pelo governador José Serra (PSDB) quando era prefeito de SP], mais da metade dos 818 títulos já era usada na secretaria municipal.
O Estado usou as mesmas obras e, como alguns títulos estavam fora de catálogo, pedimos que elas [as editoras] mandassem novos livros para essas faixas etárias.
Quem fez a seleção foi a mesma comissão que trabalhava no município, constituída de professores da rede municipal vinculados à coordenação do programa, mais alguns professores contratados especialmente para isso.
Havia normas claras para seleção, que, obviamente, ao menos nos dois casos, não foram seguidas. Foram cometidos erros no processo de seleção.
O que não tem sido destacado é que o programa é bom, necessário para a aprendizagem das crianças. Se há dois títulos errados, 816 são bons.
Mas, de fato, foi detectado problema com o livro sobre futebol [que continha palavrões]. Quem escolheu aquele livro leu o prefácio, a capa e algumas histórias, mas não as três que eram complicadas. O segundo livro é claramente inadequado para a idade. A poesia tem ironia. É uma reflexão de como não agir. Claro, isso só é entendido por alunos mais velhos.
FOLHA - Onde ocorreu o erro?
PAULO RENATO - No fato de não termos comissão formal de especialistas, que deveria ter escrito um parecer sobre cada livro. É o que faremos daqui para a frente, como eu fazia no Ministério da Educação [na gestão FHC].
FOLHA - Foi um erro da secretária Maria Helena Guimarães de Castro [as compras foram feitas no ano passado, na gestão dela]?
PAULO RENATO - Foi um erro da secretaria, da coordenação do programa, não quero responsabilizar ninguém [há uma sindicância para apurar o caso].
FOLHA - Após o primeiro problema, a secretaria disse que passava pente-fino nas demais obras...
PAULO RENATO - Vai acabar hoje [ontem] à noite. A poesia havia sido detectada na noite anterior à publicação [da reportagem de ontem]. Eles não me trouxeram a informação. Mas tinha sido detectado. Se houver necessidade, vamos excluir mais alguns títulos.
Livro para adolescentes é entregue a crianças em SP
Um livro destinado a adolescentes com frases do tipo "nunca ame ninguém. Estupre"; "Tome drogas, pois é sempre aconselhável ver o panorama do alto"; e "Odeie. Assim, por esporte"; foi entregue a alunos de faixa etária de nove anos da rede pública de ensino do Estado de São Paulo, conforme revela reportagem publicada na edição desta quinta-feira da Folha.
O texto assinado pelo jornalista Fábio Takahashi revela que foram distribuídos 1.333 exemplares da obra "Poesia do Dia -Poetas de Hoje para Leitores de Agora".
Até o escritor Joca Reiners Terron, autor do texto mais criticado pelos docentes, "Manual de Auto-Ajuda para Supervilões", informa que a publicação não é indicada para crianças de nove anos.
Após questionamento da Folha, a Secretaria da Educação da gestão José Serra (PSDB) decidiu ontem retirar os livros das salas de aula. Os exemplares, no entanto, permanecerão nas escolas, para consulta de alunos mais velhos.
Reincidente
Essa não é a primeira vez que uma obra polêmica é destinada a alunos da rede pública em São Paulo. Livros contendo expressões como "chupa rola", "cu" e "chupava ela todinha" foram distribuídos
pela Secretaria Estadual da Educação de São Paulo como material de apoio a alunos da terceira série do ensino fundamental. O fato levou o governador José Serra (PSDB) a prometer punição para os responsáveis.
Em março deste ano, a pasta de Educação foi duramente criticada por professores da rede estadual por causa de erros em 500 mil livros didáticos distribuídos.
Um livro didático de geografia, usado por alunos da 6ª série do ensino fundamental nas escolas públicas, mostrava o Paraguai duas vezes em um mapa da América do Sul e exclui o Equador. O problema aparece tanto nos livros destinados aos estudantes quanto nas publicações destinadas aos professores.
À época, a secretaria creditou o problema a editora que o produziu e informou que determinou a troca das publicações com erros.
Folha on-line
"São vagas destinadas a professores em serviço. Para aqueles que não têm a primeira licenciatura ou que têm, mas atuam em área diferente da formação original", afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad. De acordo com o ministério, cerca de 600 mil docentes atuam sem a formação adequada.
Além da oferta de graduação, o ministério informou que vai oferecer R$ 500 milhões, em 2009, para Estados e municípios que não consigam pagar o piso salarial de R$ 950 para o professor.
A verba do ministério para este fim, em 2010, está estimada em R$ 750 milhões. Uma regulamentação vai definir os municípios e Estados com prioridade para receberem a verba.
As vagas de graduação serão divididas entre 21 Estados que aderiram ao plano. No momento, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Distrito Federal, Rondônia e Acre não ingressaram no sistema. De acordo com o ministério, foram envolvidas as secretarias de educação dos Estados e dos municípios.
As unidades da federação que não aderiram ao plano poderão ingressar em etapa posterior - seja para a formação inicial dos docentes, seja para a formação continuada.
Ao todo, 76 instituições de ensino superior públicas devem oferecer as vagas de curso superior: 48 federais e 28 estaduais. Outras 14 universidades comunitárias também informaram que vão colaborar na formação dos professores.
O curso de primeira licenciatura terá carga horária de 2.800 horas, mais 400 horas de estágio para professores sem graduação. A segunda licenciatura, para os já graduados que atuam fora da disciplina correta, terá carga horária de 800 a 1.200 horas. São planejadas vagas a distância e presenciais.
Segundo o MEC, o professor fará sua inscrição nos cursos por meio de um sistema informatizado, ainda em criação, que se chamará Plataforma Paulo Freire, em homenagem ao educador e pesquisador brasileiro.
Cada docente poderá cadastrar seu currículo no sistema. As vagas serão ofertadas pelas instituições de ensino e, se houver maior procura do que o número de cadeiras disponíveis, a sugestão do ministério é que haja um sorteio. As instituições de ensino poderão, ainda, criar prova de ingresso para os professores, caso desejarem.
De acordo com o ministro, a obrigatoriedade de estudo do professor será decidida em cada Estado e município. "No caso dos professores temporários, a secretaria estadual ou municipal de educação pode obrigar, pode substituir por quem tenha formação. No caso dos estatutários é mais difícil", afirma.
No entanto, como a proposta do MEC é elevar a escolaridade dos docentes, o ministério afirma que os docentes terão a oportunidade de cursá-los.
UOL
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO PEDE DESCULPAS POR ERROS ERÓTICOS NOS LIVROS
Prezados pais e mães de alunos, prezados professores, professores coordenadores do Ciclo I , diretores e supervisores A coordenação do Programa Ler e Escrever pede desculpas a todos pelos transtornos causados pela inclusão do livro “Dez na área, um na banheira e nenhum no gol” no acervo da 3ª série. Detectamos uma falha no processo de seleção que levou à inclusão de tal livro, cujo conteúdo é inadequado aos alunos menores de 18 anos. Determinamos a retirada imediata do livro das escolas e estamos apurando responsabilidades e procedimentos para aprimorar o processo de seleção e evitar que ocorram problemas de tal natureza. Agradecemos aos que nos alertaram e aos professores, coordenadores e diretores do Ler e Escrever que, ao se depararem com o livro, rapidamente o tiraram de circulação, impedindo que chegasse às mãos dos alunos. A aquisição de vários títulos, de diversos gêneros textuais, para todas as classes do Ciclo I faz parte de uma série de estratégias do Programa Ler e Escrever que, conjugadas, têm o propósito de fomentar práticas de leitura entre nossos jovens alunos. Sabemos que a grande maioria deles não tem livros em casa e, menos ainda, livros infantis. Portanto, a decisão de montar esses acervos e colocá-los à disposição, acessíveis, nas salas de aula, visa democratizar o acesso à leitura. Foram comprados mais de 800 títulos em caixas organizadoras de 40 a 45 volumes. As caixas ficam nas salas de aula, ao alcance dos alunos, de modo que leiam nos momentos entre uma atividade e outra, por exemplo; e, principalmente, durante atividades planejadas pelo professor, propostas nos Guias de Planejamento e Orientações Didáticas . Fazem parte do acervo: livros poéticos, contos de fadas, contos étnicos, contos modernos, fábulas e lendas, entre outros, que foram selecionados de modo a contemplar uma diversidade de gêneros, autores, estilos e assuntos, compondo uma pequena biblioteca para ser desfrutada em cada sala de aula do Programa. O Programa Ler e Escrever tem, sem dúvida alguma, trazido mais benefícios do que problemas. Professores, coordenadores, diretores, supervisores, professores coordenadores das oficinas pedagógicas têm, todos, se empenhado para que nossos alunos se alfabetizem plenamente e tornem-se verdadeiros participantes da cultura escrita. Em um programa de tal abrangência, em uma imensa rede como a nossa, lamentavelmente, falhas podem ocorrer. Entretanto, não devem paralisar nem desvalorizar o trabalho que vem sendo feito. Já tomamos todas as providências cabíveis e vamos seguir em frente, adotando as correções necessárias e contando com o zelo de vocês para continuar trabalhando pela melhoria na qualidade da alfabetização dos alunos. Coordenação do Programa Ler e Escrever