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FESTAS JUNINAS NAS ESCOLAS ESTADUAIS PAULISTAS NÃO TERÃO ÁLCOOL
FOI PROIBIDO O USO PELO PSDB
O governador José Serra (PSDB) sancionou nesta quarta-feira (20) uma lei que proíbe a compra, a venda, o consumo e o fornecimento de bebidas alcoólicas em escolas do Estado de São Paulo. Com isso, é o fim do tradicional "quentão" e do vinho quente nas festas juninas da rede estadual. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (21).
De acordo com o texto sancionado, todos os eventos promovidos por escolas da rede, mesmo que ocorram fora do ano letivo, estão impedidos de oferecer bebidas, seja gratuitamente, seja por venda. Fica proibido todo o tipo de bebida com teor alcoólico igual ou superior a 4,5 graus Gay-Lussac, diz a norma.
O estudante que descumprir a lei e for pego com uma latinha de cerveja, por exemplo, sofrerá as punições estabelecidas por cada instituição de ensino. Escolas particulares e municipais, de acordo com o texto publicado, ficam de fora da medida.
O autor da proposta foi o deputado Celso Giglio (PSDB). Na justificativa do projeto de 2007, o parlamentar afirmava que muitas das escolas públicas funcionam como "verdadeiros centros de convívio social", com eventos como "festas, bailes e outros tipos de confraternização, nos quais o consumo de álcool escapa de qualquer controle".
Segundo Giglio, o álcool induz a excessos que são "incompatíveis com a sobriedade que deve reinar no ambiente escolar". "Durante as festas juninas, por exemplo, é comum o farto consumo de bebidas alcoólicas - tais como, o 'quentão' e o 'vinho quente' -, que, embora fazendo parte de nossa tradição não deveria ter lugar no ambiente escolar, na maior parte das vezes, sem a necessária supervisão dos pais", diz a justificativa do projeto de lei.
No projeto original, estava prevista a punição para funcionários da escola que comercializassem ou fornecessem bebidas. O artigo foi suprimido na lei sancionada por Serra.
UOL
19/05/2009 - 21:48
Educadores criticam a distribuição para as escolas estaduais de um livro com desenhos e conteúdo inadequados para alunos do Ensino Fundamental. Nas histórias, há desenhos de mulheres semi-nuas, expressões de duplo sentido, agressões físicas e verbais com conotação sexual, além de palavrões. Elas foram recolhidas rapidamente e não chegaram às mãos da maioria dos estudantes.
O conteúdo estava no livro “Dez na área, um na banheira e ninguém no gol” é uma coletânea de histórias em quadrinhos de vários autores sobre futebol. Apesar dos palavrões e imagens inadequadas, o livro é indicado para alunos de 9 anos, que cursam a 3ª série. Escolas estaduais receberam 1.216 exemplares da obra, para apoiar o programa “Ler e Escrever”, que reforça a alfabetização de crianças.
A pedagoga Ângela Soligo, da Unicamp, diz que o livro tem a função inversa. “Uma literatura que se baseia em fazer piada com a sexualidade não vai abrir os horizontes da criança, a escola não pode banalizar o sexo”, explica ela.
Já para o psicólogo Hipólito Carretoni Filho, o conteúdo indicado fere a moral na formação de uma criança. “Ela está em processo de formação e também sua moral não está elaborada. Então tudo para ela é verdade”, esclarece o profissional.
O governador José Serra admitiu o erro e diz que vai tomar providências. “Nós abrimos uma sindicância para ver a responsabilidade, está sendo investigado, e as pessoas que deixaram o livro passar vão ser punidas”, garante o político.
Esse é o segundo caso de problemas com o material escolar registrado nas escolas estaduais de São Paulo neste ano. Em março, alunos da 6ª série do Ensino Fundamental receberam livros em que o Paraguai aparecia duas vezes no mapa da América Latina, enquanto a Venezuela havia sido esquecida.
PEDIDO DE CPI DA EDUCAÇÃO É ARQUIVADO
A CPI da Educação, proposta pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF), foi arquivada na última segunda-feira (18). Dez senadores retiraram suas assinaturas do requerimento, ocasionando o arquivamento do projeto, de acordo com informações da Agência Senado.
A CPI iria apurar as causas estruturais do retrocesso na qualidade da educação básica, indicado pelos resultados do último Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), e buscar soluções para a melhoria do ensino.
Segundo Buarque, a comissão proposta "não é contra este governo nem contra os outros". O requerimento foi apresentado em 12 de dezembro de 2007. Para ele, a CPI não foi aberta "porque a base do governo retirou suas assinaturas".
O senador afirmou, no plenário, que o governo federal vem boicotando suas propostas legislativas e citou o PLS 449/07, que condiciona a liberação dos benefícios do Programa Bolsa-Família à presença dos pais em reuniões escolares.
"Não há projeto de minha autoria que, ao chegar a uma comissão, não receba um pedido de vista por parte de algum senador do PT", protestou, e acrescentou: "eles [os senadores do PT] chegam a mim e dizem que até simpatizam com a proposição, mas que há ordem do Palácio do Planalto para retirá-la da pauta".
UOL
SERRA VETA LEI CONTRA LANCHE CALÓRICO
O governador José Serra vetou ontem o projeto de lei que estabelecia a proibição da comercialização nas cantinas das escolas públicas e particulares do Estado de lanches, bebidas e outros alimentos de alto teor calórico e que contenham gordura trans.
O projeto de lei, que ficou conhecido como "lei anticoxinha", havia sido aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa em abril.
Em nota, o governador José Serra justificou a decisão dizendo que, "o governo optou pelo veto porque a medida faz utilização de conceitos vagos e imprecisos, que carecem de rigor técnico".
Serra justificou ainda o veto dizendo que as cantinas estaduais já são disciplinadas por uma portaria de 2005, que recomenda a comercialização de alimentos saudáveis.
A nota termina dizendo que o governo está "aberto ao diálogo" para discutir outras formas de regulamentação. Na época da aprovação, a lei era justificada sob o argumento de que o cardápio inadequado pode repercutir negativamente na saúde dos alunos. "A limitação de certos produtos nocivos é uma forma de auxiliar as famílias na educação alimentar de seus filhos."
SP distribui a escolas livro com palavrões
Folha on-line
Livros contendo expressões como "chupa rola", "cu" e "chupava ela todinha" foram distribuídos pela Secretaria Estadual da Educação de São Paulo como material de apoio a alunos da terceira série do ensino fundamental (faixa etária de nove anos), segundo reportagem publicada na edição desta terça-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal) assinada pelo jornalista Fábio Takahashi.
O texto informa que o governo José Serra (PSDB) reconheceu o erro na distribuição dos 1.216 exemplares e determinou o recolhimento das obras.
O livro contém 11 histórias em quadrinhos produzidas por Caco Galhardo --também quadrinista da Folha. Uma das histórias mais criticadas por especialistas traz uma caricatura de um programa de mesa-redonda de futebol na TV.
Enquanto o comentarista faz perguntas sobre sexo, jogadores e treinadores respondem com clichês de programas esportivos, como "o atleta tem de se adaptar a qualquer posição".
De novo
Esta não é a primeira vez que o setor de educação do governo Serra se equivoca em relação aos livros distribuídos a alunos.
Em março deste ano, a pasta de Educação foi duramente criticada por professores da rede estadual por causa de erros em 500 mil livros didáticos distribuídos.
Um livro didático de geografia, usado por alunos da 6ª série do ensino fundamental nas escolas públicas, mostrava o Paraguai duas vezes em um mapa da América do Sul e exclui o Equador. O problema aparece tanto nos livros destinados aos estudantes quanto nas publicações destinadas aos professores.
À época, a secretaria creditou o problema a editora que o produziu e informou que determinou a troca das publicações com erros.
Outro lado
Em nota, o governo admitiu o erro ao distribuir a publicação e diz que o montante de 1.216 exemplares compõem apenas 0,067% dos 1,79 milhão de exemplares distribuídos aos alunos da rede.
A secretaria informou ainda que a obra é só uma entre as 818 escolhidas.
Folha de S.Paulo
Mudança em exames diminui decoreba, mas é preciso memorizar
Folha de S.Paulo
Cada vez mais, os vestibulares cobram interpretação de texto e raciocínio lógico -regra que também vale para o Enem. Mas memorizar alguns conteúdos ainda é necessário e inclusive faz parte do aprendizado, afirmam coordenadores de cursinho ouvidos pela Folha.
"A memorização não foi eliminada dos vestibulares nos últimos dez anos. Ela só não é mais a prioridade. Nenhuma prova vai cobrar decoreba em si, como o nome de um rio", diz Alessandra Venturi, coordenadora do Cursinho da Poli.
Os nomes de um rio ou de uma capital, por exemplo, estarão dentro de um contexto maior, relacionados a duas ou três disciplinas, afirma a diretora do Cursinho do XI de Agosto, Augusta Aparecida.
"A melhor forma de se preparar para o vestibular é ler e estudar muito. Dessa maneira, o aluno memoriza os conteúdos por repetição", ressalta.
Quanto mais estuda, mais o candidato assimila informação e a relaciona com outros assuntos. Assim se dá o processo de aprendizagem, afirma o diretor do cursinho COC em São Paulo, William Saito.
"A memorização faz parte do dia a dia, faz parte de exercitar e armazenar os conteúdos", diz o diretor. Sem esse "armazenamento", completa Saito, fica difícil entender o que está sendo pedido em questões interdisciplinares, por exemplo.
Alguns vestibulares, como a Unesp e Unicamp, fornecem a tabela periódica e a maioria das fórmulas e equações para os estudantes. "A universidade quer o aluno crítico, que raciocine e saiba tirar suas próprias conclusões sobre os assuntos da atualidade. Memorizar é importante, mas o que conta é entender", afirma Leandro Tessler, coordenador-executivo da Comvest (comissão que organiza o vestibular da Unicamp).
Nem o Enem
Apesar de o ministro da Educação Fernando Haddad afirmar que o novo Enem não vai exigir que se decore fórmulas, nem essa prova vai deixar de cobrar um pouco de memorização, ponderam coordenadores de cursinho.
O aluno pode esperar o mesmo nível de cobrança de uma Fuvest ou Unesp. "Em termos de conteúdo, o programa do novo Enem está muito similar a vestibulares já consagrados", afirma Alberto Francisco do Nascimento, diretor do Anglo.
Professora da USP e especialista em ensino superior, Eunice Ribeiro Durham é cética com relação ao novo Enem.
"Criam-se vários jargões, como "análise de competências", "interdisciplinaridade", mas no fundo os bons vestibulares, o Enem incluído, não podem deixar de cobrar conteúdo ou vão acabar não selecionando bem os alunos", diz ela.
"Decoreba é um termo negativo, e muita gente confunde isso com cobrança de conteúdo. Não é errado cobrar conteúdo."
Ao contrário de Durham, Leandro Tessler está otimista quanto ao novo formato do exame. "O novo Enem chega para mostrar que é possível ensinar com raciocínio lógico e para enterrar de vez a "decoreba em si" dos vestibulares", diz.
Ele avalia que muitos exames de federais que serão substituídos ainda funcionam por decoreba. "Se mudar isso e o currículo do ensino médio, é muito positivo", afirma.
Como vai ficar?
Até agora ninguém sabe exatamente como ficarão os vestibulares e o novo Enem, avalia a professora Durham.
"Há promessas de simulados, mas até agora não apareceu nada, então gera uma grande ansiedade nos estudantes. Não se brinca com o vestibular", afirma ela, referindo-se às mudanças na Fuvest.
Decorar o conteúdo de algumas aulas é o que preocupa o estudante Giovanni Barrachi, 18, que está prestando engenharia mecânica na USP pela segunda vez.
"Uso frases e músicas para gravar principalmente matéria de química e física. Acho que memorizar ainda faz diferença", diz ele. Barranchi estuda até seis horas por dia fora do horário de aula no Etapa.
Banheiro
Desenhar mapas da China, colar cartazes com equações no quarto, deixar post-its com recadinhos pela casa. Vale tudo isso na luta por uma vaga no vestibular, até apelar para o banheiro na hora dos estudos.
"Eu preencho fichas com fórmulas de exatas e prego pelas paredes, inclusive no banheiro. É uma forma de estudar, acho que me concentro quando escrevo", conta Daphne Andrade, 18, candidata a uma vaga em veterinária na USP.
"A gente é obrigado a decorar algumas coisas, não tem jeito. Essa é a maneira como eu me saio bem", diz a aluna.
Augusta Pereira, coordenadora do Cursinho do XI de Agosto, concorda. "A forma de estudar varia de aluno para aluno. Cada um deve procurar o que funciona melhor para si", diz ela.
Fazer mapas é um dos meios que Bruno Martins, 18, encontrou para estudar. Ele está tentando uma vaga em economia na Unicamp.
Sua última empreitada cartográfica foi o Oriente Médio. "Desenho as fronteiras, faço a parte do relevo, coloco dados do países. Isso me faz ver melhor as coisas."
15/05/2009 - 10:53 Jornal A Cidade
Ribeirão Preto teve na quinta-feira (14) mais um caso de violência em escola. Um professor de Geografia, de 31 anos, da escola estadual Guimarães Júnior, no Centro, foi agredido por uma mãe de aluna na porta da sala de aula. Segundo ele, a mãe chegou até a porta para ter informações da estudante e, ao ser informada que deveria procurar a direção do colégio, ela teria partido para a agressão.
“Eu disse que não podia atendê-la e fechei a porta. Ela empurrou a porta, que bateu na minha testa. Depois a mulher bateu no meu rosto e disse vários palavrões”, afirmou o professor, que prefere não ser identificado. Ele afirmou que a confusão começou quando a mãe quis saber porque ele não deixou a filha dela tomar um antibiótico no dia anterior.
“Eu deixei a aluna sair e tomar o remédio. Neste dia, ela [aluna] ficou o tempo todo no celular com a mãe e não me ouvia”, disse.
O boletim de ocorrência foi registrado como lesão corporal. O delegado Luiz Geraldo Dias, titular do 1º Distrito Policial, ficou chocado com o fato. “Fiquei pasmo com a atitude da mãe, que não poderia ter agido desta maneira e invadir a escola”, afirmou.
A mãe da menina confirma a agressão. “Eu assumo que errei e que não deveria ter feito o que eu fiz. Mas ele me desrespeitou e também gritou comigo ao fechar a porta no meu braço”.
A mãe reclama que, depois da agressão, a direção da escola disse que a aluna estava dando trabalho em sala de aula. “Agora eles falam que a minha filha é problemática, mas nunca me chamaram para conversar sobre o assunto. Nesta escola, eles também não educam os alunos”, afirmou.
Polêmica
Ela nega que tenha invadido a escola. “Eu entrei e não havia ninguém na diretoria. Perguntei para uma funcionária e ela disse que eu poderia ir até a sala. A escola é abandonada, não fui eu quem invadi”.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação afirmou que é permitida a entrada das mães até as salas de aula na escola estadual Guimarães Júnior já que haveria bom relacionamento entre os docentes e a comunidade.
Professores foram até o 1º Distrito Policial acompanhar o colega agredido. Segundo eles, os casos de violência contra docentes são frequentes, mas eles temem denunciar.
“O Estado não oferece segurança às escolas. A Diretoria de Ensino também falha porque não recebemos apoio nenhum deles. Somos completamente abandonados e desvalorizados”, afirmou um dos professores.
Rotina de assaltos, brigas e tráfico
Alunos assaltados nas portas das escolas, professores agredidos, problemas com o tráfico de drogas. Essas cenas são comuns nas escolas de Ribeirão, segundo os professores ouvidos pela reportagem.
“Estamos desprotegidos. Sabem dizer apenas que não damos aula direito. Viramos os vilões e não recebemos apoio de ninguém”, diz uma professora que leciona na rede estadual.
Um pai de aluno, que também prefere não se identificar, disse que a situação nas escolas da cidade é caótica. “Meu filho [que estuda na escola Guimarães Júnior] já foi assaltado na saída da escola e na sala de aula teve o celular furtado. Parece que ninguém toma conta de nada”.
Uma policial militar que faz a ronda escolar também está preocupada com as últimas ocorrências registradas.
“Já tiramos alunos algemados da classe por causa da agressividade. Já pegamos outros com garrafa de pinga dentro da sala de aula. Temos que reavaliar os conceitos porque a tendência é tudo piorar”, afirmou.
Jucimara de Pauda/EPTV
CONSELHO EXPULSA 8, POR DEPREDAÇÃO
O conselho de pais e professores da Escola Estadual Professor Antônio Firmino de Proença, na Mooca (zona leste de São Paulo), depredada na última quinta-feira por um grupo de alunos, decidiu expulsar oito deles. Seis por terem iniciado o quebra-quebra e dois por terem sido o pivô de toda a confusão.
A decisão foi revelada pelo jornal "Diário de S.Paulo". Segundo a Secretaria de Estado da Educação, os oito serão transferidos para outras escolas, ainda não definidas.
O tumulto começou pela manhã, quando policiais militares foram chamados para retirar dois alunos, um de 16 anos e, outro, de 14. Eles não estudavam no período e se recusavam a deixar a unidade. A polícia disse ter sido chamada porque havia a suspeita de que eles "passavam droga" no banheiro, o que é negado pela dupla.
Na ação, a PM utilizou gás de pimenta. Ao virem os dois sendo levados pelos policiais, estudantes começaram a destruir a escola. Foram quebrados vidros, cadeiras, mesas, bancos e lixeiras. Um dos ex-alunos da escola é o governador José Serra (PSDB).