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No Rio, 30% dos professores aprovados em concursos se formaram à distância
Cerca de 30% dos aprovados em concursos para trabalhar como professores municipais e estaduais no Rio se formaram em magistério à distância, no Cederj (Centro de Educação à Distância do Estado do Rio de Janeiro). A informação foi divulgada nesta quarta-feira (1º) em uma audiência pública da Comissão de Educação da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), sobre a qualidade do ensino à distância.
De acordo com a coordenadora-geral de regulação em Educação a Distância do MEC (Ministério da Educação), Maria Suely Carvalho Berto, existem 760.599 alunos matriculados em 109 instituições de graduação plena à distância no país.
Segundo a coordenadora, no Brasil, é obrigatório o apoio pedagógico presencial nos cursos à distância, para dar suporte ao aluno. 'No Brasil não existe curso 100% à distância. O professor é de suma importância nessa nova metodologia. A tecnologia entra como mais um meio para a educação e não como fim', disse.
Fechados
Segundo Maria Suely, cerca de 1.300 instituições privadas de ensino à distância já foram fechadas devido à falta de infraestrutura.
Na audiência, os deputados defenderam a fiscalização dos cursos à distância, tanto nas instituições públicas, quanto nas privadas. Estima-se que 370 mil pessoas estejam matriculadas em escolas particulares não-presenciais.
UOL
Alunos acusam PM de obrigá-los a se despir durante revista em Goiânia
Alunos de uma escola estadual de Goiânia (GO), com idades a partir de 15 anos, afirmam que foram obrigados a tirar a roupa durante uma revista da Polícia Militar no colégio, na última segunda-feira (30). A informação sobre a reclamação dos alunos é da Secretaria da Educação de Goiás. A pasta diz que o Batalhão Escolar da PM foi chamado depois que o dinheiro arrecadado por uma turma para a confecção de camisetas (R$ 945) foi furtado.
Os meninos foram separados das meninas por policiais, segundo a secretaria. Alguns garotos, de pelo menos três salas de aula diferentes, foram apontados pela direção da escola para a revista. Eles tiveram que tirar camisas e calças, segundo o relato que fizeram. Um garoto de 15 anos que foi abordado pelos policiais afirma que todos ficaram nus.
Mesmo com a operação, o dinheiro furtado não foi achado. A Polícia Militar e a secretaria não souberam informar quantos alunos foram revistados.
O Ministério Público do Estado decidiu investigar a operação da PM. A Secretaria da Educação diz que houve abuso de autoridade e violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente por parte dos policiais. Famílias de alunos também reclamam de truculência na ação.
Para o superintendente de Ensino Especial e Educação Inclusiva do órgão, Sebastião Donizete Carvalho, a revista em alunos foi "uma afronta ao Estatuto da Criança e do Adolescente". "A escola deve ser um espaço de segurança. O pai deixa o filho lá esperando que não vá sofrer nenhum tipo de agressão", diz Carvalho. "O ambiente tem que ser sadio. Nesse procedimento, isso não aconteceu."
Carvalho avalia que a direção da escola errou ao chamar a PM para tratar de um caso que não envolvia violência física ou tráfico de drogas. A diretoria do colégio diz que não vai se manifestar sobre o assunto.
Carvalho diz que algumas famílias de estudantes acharam correta a inspeção. "Mas outra parte acha que isso não poderia ter sido feito, porque o filho não é bandido." Ele diz que a secretaria vai providenciar auxílio psicológico para os alunos que se sentiram agredidos pela PM.
O promotor Everaldo Sousa diz "duvidar" que algo parecido pudesse ocorrer em uma região nobre. "A situação é séria pela forma onde foi feita e pelo local. Nunca tinha ouvido falar de nada parecido."
Estudam na Escola Estadual Albert Sabin 938 alunos dos ensinos fundamental e médio. Ela fica na periferia da cidade.
Outro lado
A Polícia Militar de Goiás confirmou que os alunos foram revistados minuciosamente, mas disse que vai apurar se os policiais mandaram os estudantes tirarem as roupas.
Segundo a polícia, o procedimento na escola "não é o padrão" para esse tipo de operação. As circunstâncias da vistoria em alunos com idades a partir de 15 anos estão sendo investigadas e será avaliado se houve abuso, diz a PM.
O subcomandante do Batalhão Escolar de Goiânia, Mauro Vilela, diz que o que ocorreu foi uma "busca minuciosa" por parte de policiais em "determinados alunos", após chamado da direção da escola. Segundo Vilela, de alunas foram apenas revistadas bolsas e por policiais mulheres.
Vilela diz ainda que foi a direção da escola que apontou os estudantes suspeitos e que acabaram sendo revistados.
Segundo o subcomandante, os policiais do batalhão são preparados para esse tipo de operação e conhecem o Estatuto da Criança e Adolescente. Ele diz que "99% do efetivo" tem curso superior --a maioria em direito.
A PM diz que já começou a ouvir pais de alunos que foram revistados para apurar se houve conduta inadequada. O batalhão é responsável por "rondas ostensivas e preventivas" nas imediações das escolas.
Com colaboração para a Agência Folha, em Goiânia/uol
PROPOSTA PARA VESTIBULAR UNIFICADO
O ministro da Educação, Fernando Haddad, apresentou nesta terça-feira, em Brasília (DF), o novo modelo de ingresso às universidades federais do País que prevê a utilização do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A proposta, que pretende substituir os atuais vestibulares por uma avaliação única, foi encaminhada à Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). As informações são do site do Ministério da Educação (MEC).
A unificação do processo seletivo a partir da reestruturação do Enem tem o objetivo de estimular a capacidade crítica dos estudantes e a conseqüente reorientação dos currículos do ensino médio.
De acordo com o ministro, entre as vantagens do novo modelo estão a possibilidade de descentralizar os exames seletivos, democratizar o acesso às universidades, aumentar a mobilidade estudantil e reorientar o currículo do ensino médio para que o aluno passe a compreender e analisar mais profundamente o conteúdo estudado.
O ministro adiantou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) tem condições de reformular o Enem ainda este ano. Na próxima terça-feira, os dirigentes universitários devem se manifestar sobre o assunto. As instituições de ensino superior privadas e estaduais também podem aderir ao sistema.
Nova prova
A proposta do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é reformular o Enem para que o exame seja comparável no tempo, abrangendo todo o currículo do ensino médio. O objetivo é aplicar quatro grupos de provas diferentes em cada processo seletivo, além da redação.
Os estudantes poderão concorrer com a nota de uma única prova em processos seletivos de instituições diferentes, inclusive, em anos diferentes, porque o teste poderá ser comparado ao longo do tempo.
BÔNUS: SE O VALOR ESTÁ ERRADO, OU SE TEM DÚVIDAS, LEIA!
A Apeoesp (Sindicato dos professores do Estado de São Paulo) orienta os professores que não concordam com o valor do bônus recebido nesta terça-feira (31) que entreguem um requerimento, em duas vias, na escola em que trabalham.
O sindicato também colocou à disposição dos docentes um link em seu site para denúncias contra o bônus. Segundo a Apeoesp, já foram registradas milhares de queixas. O departamento jurídico da entidade também está disponível para esclarecimentos e encaminhamentos judiciais.
Os funcionários que não concordam com o valor devem verificar, na secretaria da escola, quais dados foram enviados à diretoria de ensino. Os servidores devem estar atentos à quantidade de faltas em 2008 informadas pela secretaria. Só professores recebem pelo desempenho do ciclo escolar --os demais servidores recebem recebem pela média da escola ou da diretoria de ensino.
O bônus já terá descontado o valor do Imposto de Renda. O cálculo, apresentado no jornal Agora São Paulo desta terça, funciona da seguinte forma: a Receita Federal considera o salário referente ao mês de fevereiro e o dinheiro do bônus, creditado hoje.
Assim, o servidor pode mudar de alíquota de Imposto de Renda neste mês e pagar mais imposto devido ao dinheiro do bônus --mas o valor que o funcionário pagou no início do mês é descontado neste extrato. A mudança de alíquota pode ocorrer quando a soma dos pagamentos ultrapassa o limite do valor de cada faixa de cálculo do Leão.
Por exemplo: um funcionário com salário de até R$ 1.434,59 é isento de imposto. Com o bônus, ele pode ter o desconto do tributo neste mês, se o valor dos dois pagamentos ultrapassar o limite de isenção. A maior alíquota para calcular o Leão é de 27,5%, para quem recebeu mais de R$ 3.582 com o salário e o dinheiro do benefício.
Para saber quanto o funcionário paga de tributo neste mês, é preciso descontar também o pagamento do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O bônus da Educação pode chegar a pagar 2,9 salários dos profissionais das escolas que ultrapassaram a meta. Com investimento de R$ 590,6 milhões, o bônus varia de R$ 500 a R$ 15 mil.
São descontadas todas as faltas dos servidores --até mesmo os dias de licença-prêmio e as faltas justificadas com atestados. Quem trabalhou menos de 244 dias em 2008 não tem o bônus (mesmo se a escola teve bom desempenho ou se as faltas foram justificadas). Os temporários têm direito ao benefício, mas só os que começaram a trabalhar a partir de 2 de maio e completaram os 2/3 do ano letivo.
A bonificação equivale à evolução da escola no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo). Se as metas foram 100% alcançadas, todos os funcionários da escola receberão o total do bônus: 20% dos 12 salários mensais, ou seja, 2,4 salários mensais a mais.
Se a escola atingiu 50% de sua meta, seus funcionários recebem 50% do bônus - 1,2 salário mensal a mais. Se a escola chegou a 10% da meta, seus funcionários recebem 10% do bônus.
Os funcionários das escolas que superaram as metas pré-estabelecidas recebem também pelo resultado superior. Ao passar 20% do índice os funcionários têm acréscimo de 20% ao bônus total. Se passar 10%, 10% a mais, com teto em 20%. Isso equivale a 2,9 salários na forma de bônus.
UOL
1º-) Acentuam-se com acento agudo:
As palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas abertas grafas -a, -e ou -o, seguidas ou não de -s: está, estás, já, olá; até, é, és, olé, pontapé(s); avó(s), dominó(s), paletó(s), só(s).
Obs.: Em algumas (poucas) palavras oxítonas terminadas em -e tónico/tônico, geralmente provenientes do francês, esta vogal, por ser articulada nas pronúncias cultas ora como aberta ora como fechada, admite tanto o acento agudo como o acento circunflexo: bebé ou bebê, bidé ou bidê, canapé ou canapê, caraté ou caratê, croché ou crochê, guiché ou guichê, matiné ou matinê, nené ou nenê, ponjé ou ponjê, puré ou purê, rapé ou rapê.
O mesmo se verifica com formas como cocó e cocô, ró (letra do alfabeto grego) e rô. São igualmente admitidas formas como judô, a par de judo, e metrô, a par de metro.
b) As formas verbais oxítonas, quando, conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s), ficam a terminar na vogal tónica/tônica aberta grafada -a, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: adorá-lo(s) (de adorar-lo(s)), á-la(s) (de ar-la(s) ou dá(s)-la(s)), fá-lo(s) (de faz-lo(s)), fá-lo(s)-ás (de far-lo(s)-ás), habitá-la(s) iam (de habitar-la(s)- iam), trá-la(s)-á (de trar-la(s)-á);
c) As palavras oxítonas com mais de uma sílaba terminadas no ditongo nasal grafado em (exceto as formas da 3ª- pessoa do plural do presente do indicativo dos compostos de ter e vir: retêm, sustêm; advêm, provêm; etc.) ou -ens: acém, detém, deténs, entretém, entreténs, harém, haréns, porém, provém, provéns, também;
d) As palavras oxítonas com os ditongos abertos grafados -éi, -éu ou -ói, podendo estes dois últimos ser seguidos ou não de -s: anéis, batéis, fiéis, papéis; céu(s), chapéu(s), ilhéu(s), véu(s); corrói (de corroer), herói(s), remói (de remoer), sóis.
2º-) Acentuam-se com acento circunflexo:
a) As palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, seguidas ou não de -s: cortês, dê, dês (de dar), lê, lês (de ler), português, você(s); avô(s), pôs (de pôr), robô(s);
b) As formas verbais oxítonas, quando, conjugadas com os pronomes clíticos -lo(s) ou la(s), ficam a terminar nas vogais tónicas/tônicas fechadas que se grafam -e ou -o, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: detê-lo(s) (de deter-lo(s)), fazê-la(s) (de fazer-la(s)), fê-lo(s) (de fez-lo(s)), vê-la(s) (de ver-la(s)), compô la(s) (de compor-la(s)), repô-la(s) (de repor-la(s)), pô-la(s) (de por-la(s) ou pôs-la(s)).
3º-) Prescinde-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas heterofónicas/heterofônicas, do tipo de cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor; colher (ê), verbo, e colher (é), substantivo. Excetua-se a forma verbal pôr, para a distinguir da preposição por.
Da acentuação gráfica das palavras paroxítonas
1º-) As palavras paroxítonas não são em geral acentuadas graficamente: enjoo, grave, homem, mesa, Tejo, vejo, velho, voo; avanço, floresta; abençoo, angolano, brasileiro; descobrimento, graficamente, moçambicano.
2º-) Recebem, no entanto, acento agudo:
a) As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em -l, -n, -r, -x e -ps, assim como, salvo raras exceções, as respectivas formas do plural, algumas das quais passam a proparoxítonas: amável (pl. amáveis), Aníbal, dócil (pl. dóceis) dúctil (pl. dúcteis), fóssil (pl. fósseis) réptil (pl. répteis: var. reptil, pl. reptis); cármen (pl. cármenes ou carmens; var. carme, pl. carmes); dólmen (pl. dólmenes ou dolmens), éden (pl. édenes ou edens), líquen (pl. líquenes), lúmen (pl. lúmenes ou lumens); açúcar (pl. açúcares), almíscar (pl. almíscares), cadáver (pl. cadáveres), caráter ou carácter (mas pl. carateres ou caracteres), ímpar (pl. ímpares); Ajax, córtex (pl. córtex; var. córtice, pl. córtices), índex (pl. índex; var. índice, pl. índices), tórax (pl. tórax ou tóraxes; var. torace, pl. toraces); bíceps (pl. bíceps; var. bicípite, pl. bicípites), fórceps (pl. fórceps; var. fórcipe, pl. fórcipes).
Obs.: Muito poucas palavras deste tipo, com as vogais tónicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas pronúncias cultas da língua e, por conseguinte, também de acento gráfico (agudo ou circunflexo): sémen e sêmen, xénon e xênon; fémur e fêmur, vómer e vômer; Fénix e Fênix, ónix e ônix.
b) As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em -ã(s), -ão(s), -ei(s), -i(s), -um, -uns ou -us: órfã (pl. órfãs), acórdão (pl. acórdãos), órfão (pl. órfãos), órgão (pl. órgãos), sótão (pl. sótãos); hóquei, jóquei (pl. jóqueis), amáveis (pl. de amável), fáceis (pl. de fácil), fósseis (pl. de fóssil), amáreis (de amar), amáveis (id.), cantaríeis (de cantar), fizéreis (de fazer), fizésseis (id.); beribéri (pl. beribéris), bílis (sg. e pl.), iris (sg. e pl.), júri (pl. júris), oásis (sg. e pl.); álbum (pl. álbuns), fórum (pl. fóruns); húmus (sg. e pl.), vírus (sg. e pl.).
Obs.: Muito poucas paroxítonas deste tipo, com as vogais tónicas/ tônicas grafadas e e o em fim de sílaba, seguidas das consoantes nasais grafadas m e n, apresentam oscilação de timbre nas pronúncias cultas da língua, o qual é assinalado com acento agudo, se aberto, ou circunflexo, se fechado: pónei e pônei; gónis e gônis, pénis e pênis, ténis e tênis; bónus e bônus, ónus e ônus, tónus e tônus, Vénus e Vênus.
3º) Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei e oi da sílaba tónica/tônica das palavras paroxítonas, dado que existe oscilação em muitos casos entre o fechamento e a abertura na sua articulação: assembleia, boleia, ideia, tal como aldeia, baleia, cadeia, cheia, meia; coreico, epopeico, onomatopeico, proteico; alcaloide, apoio (do verbo apoiar), tal como apoio (subst.), Azoia, boia, boina, comboio (subst.), tal como comboio, comboias etc. (do verbo comboiar), dezoito, estroina, heroico, introito, jiboia, moina, paranoico, zoina.
4º-) É facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito perfeito do indicativo, do tipo amámos, louvámos, para as distinguir das correspondentes formas do presente do indicativo (amamos, louvamos), já que o timbre da vogal tónica/tônica é aberto naquele caso em certas variantes do português.
5º-) Recebem acento circunflexo:
a) As palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tónica/tônica, as vogais fechadas com a grafia a, e, o e que terminam em -l, -n, -r ou -x, assim como as respectivas formas do plural, algumas das quais se tornam proparoxítonas: cônsul (pl. cônsules), pênsil (pl. pênseis), têxtil (pl. têxteis); cânon, var. cânone, (pl. cânones), plâncton (pl. plânctons); Almodôvar, aljôfar (pl. aljôfares), âmbar (pl. âmbares), Câncer, Tânger; bômbax (sg. e pl.), bômbix, var. bômbice, (pl. bômbices).
b) As palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tónica/tônica, as vogais fechadas com a grafia a, e, o e que terminam em -ão(s), -eis, -i(s) ou -us: benção(s), côvão(s), Estêvão, zángão(s); devêreis (de dever), escrevêsseis (de escrever), fôreis (de ser e ir), fôsseis (id.), pênseis (pl. de pênsil), têxteis (pl. de têxtil); dândi(s), Mênfis; ânus.
c) As formas verbais têm e vêm, 3 a-s pessoas do plural do presente do indicativo de ter e vir, que são foneticamente paroxítonas (respectivamente / t ã j ã j /, / v ã j ã j / ou / t j /, / v j / ou ainda / t j j /, / v j j /; cf. as antigas grafias preteridas, têem, vêem), a fim de se distinguirem de tem e vem, 3a -s pessoas do singular do presente do indicativo ou 2 a-s pessoas do singular do imperativo; e também as correspondentes formas compostas, tais como: abstêm (cf. abstém), advêm (cf. advém), contêm (cf. contém), convêm (cf. convém), desconvêm (cf. desconvém), detêm (cf. detém), entretêm (cf. entretém), intervêm (cf. inter- vém), mantêm (cf. mantém), obtêm (cf. obtém), provêm (cf. provém), sobrevêm (cf. sobrevém).
Obs.: Também neste caso são preteridas as antigas grafias detêem, intervêem, mantêem, provêem etc.
6º-) Assinalam-se com acento circunflexo:
a) Obrigatoriamente, pôde (3ª- pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo), que se distingue da correspondente forma do presente do indicativo (pode).
b) Facultativamente, dêmos (1ª- pessoa do plural do presente do conjuntivo), para se distinguir da correspondente forma do pretérito perfeito do indicativo (demos); fôrma (substantivo), distinta de forma (substantivo: 3ª- pessoa do singular do presente do indicativo ou 2ª- pessoa do singular do imperativo do verbo formar).
7º-) Prescinde-se de acento circunflexo nas formas verbais paroxítonas que contêm um e tónico/tônico oral fechado em hiato com a terminação -em da 3ª- pessoa do plural do presente do indicativo ou do conjuntivo, conforme os casos: creem, deem (conj.), descreem, desdeem (conj.), leem, preveem, redeem (conj.), releem, reveem, tresleem, veem.
8º-) Prescinde-se igualmente do acento circunflexo para assinalar a vogal tónica/tônica fechada com a grafia o em palavras paroxítonas como enjoo, substantivo e flexão de enjoar, povoo, flexão de povoar, voo, substantivo e flexão de voar etc.
9º-) Prescinde-se, do acento agudo e do circunflexo para distinguir palavras paroxítonas que, tendo respectivamente vogal tónica/tônica aberta ou fechada, são homógrafas de palavras proclíticas. Assim, deixam de se distinguir pelo acento gráfico: para (á), flexão de parar, e para, preposição; pela(s) (é), substantivo e flexão de pelar, e pela(s), combinação de per e la(s); pelo (é), flexão de pelar, pelo(s) (ê), substantivo ou combinação de per e lo(s); polo(s) (ó), substantivo, e polo(s), combinação antiga e popular de por e lo(s); etc.
10º-) Prescinde-se igualmente de acento gráfico para distinguir paroxítonas homógrafas heterofónicas/heterofônicas do tipo de acerto (ê), substantivo e acerto (é), flexão de acertar; acordo (ô), substantivo, e acordo (ó), flexão de acordar; cerca (ê), substantivo, advérbio e elemento da locução prepositiva cerca de, e cerca (é), flexão de cercar; coro (ô), substantivo, e coro (ó), flexão de corar; deste (ê), contracção da preposição de com o demonstrativo este, e deste (é), flexão de dar; fora (ô), flexão de ser e ir, e fora (ó), advérbio, interjeição e substantivo; piloto (ô), substantivo e piloto (ó), flexão de pilotar; etc.
Da acentuação das palavras proparoxítonas
1º-) Levam acento agudo:
a) As palavras proparoxítonas que apresentam na sílaba tónica/tônica as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral começado por vogal aberta: árabe, cáustico, Cleópatra, esquálido, exército, hidráulico, líquido, míope, músico, plástico, prosélito, público, rústico, tétrico, último;
b) As chamadas proparoxítonas aparentes, isto é, que apresentam na sílaba tónica/tônica as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral começado por vogal aberta, e que terminam por sequências vocálicas pós-tónicas/pós-tônicas praticamente consideradas ditongos crescentes (-ea, -eo, -ia, -ie, -io, -oa, -ua, -uo etc.): álea, náusea; etéreo, níveo; enciclopédia, glória; barbárie, série; lírio, prélio; mágoa, nódoa; exígua, língua; exíguo, vácuo.
2º-) Levam acento circunflexo:
a) As palavras proparoxítonas que apresentam na sílaba tónica/tônica vogal fechada ou ditongo com a vogal básica fechada: anacreôntico, brêtema, cânfora, cômputo, devêramos (de dever), dinâmico, êmbolo, excêntrico, fôssemos (de ser e ir), Grândola, hermenêutica, lâmpada, lôstrego, lôbrego, nêspera, plêiade, sôfrego, sonâmbulo, trôpego;
b) As chamadas proparoxítonas aparentes, isto é, que apresentam vogais fechadas na sílaba tónica/tônica, e terminam por sequências vocálicas pós-tónicas/pós-tônicas praticamente consideradas como ditongos crescentes: amêndoa, argênteo, côdea, Islândia, Mântua, serôdio.
3º-) Levam acento agudo ou acento circunflexo as palavras proparoxítonas, reais ou aparentes, cujas vogais tónicas/tônicas grafadas e ou o estão em final de sílaba e são seguidas das consoantes nasais grafadas m ou n, conforme o seu timbre é, respectivamente, aberto ou fechado nas pronúncias cultas da língua: académico/acadêmico, anatómico/ anatômico, cénico/cênico, cómodo/cômodo, fenómeno/fenômeno, género/gênero, topónimo/topônimo; Amazónia/Amazônia, Antó- nio/Antônio, blasfémia/blasfêmia, fémea/fêmea, gémeo/gêmeo, génio/ gênio, ténue/tênue.