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PROFESSORES DO ESTADO DE SÃO PAULO PARAM DIA 24-04
EX-MINISTRO PAULO RENATO ASSUME
Uma assembléia da Apeoesp (o sindicato dos professores da rede estadual de São Paulo) decidiu paralisar as atividades no dia 24 de abril. Segundo a presidente do sindicato, Maria Izabel Azevedo Noronha, a manifestação de São Paulo segue um cronograma nacional de protestos pelo piso nacional da educação e definição da jornada de trabalho.
Além de definir a data de parar as atividades, os docentes votaram contra o programa de bonificação do Estado de São Paulo. "O professor não quer política de bônus. Quer salário. Quer que o dinheiro seja transformado em reajuste salarial", afirma Maria Izabel.
A categoria pede reajuste salarial de 27,5%, o que, segundo a sindicalista, poderia repor as perdas de remuneração ocorridas desde 1998.
Entre as outras reivindicações do sindicato estão: a estabilidade a todos os professores admitidos em caráter temporário; ingresso por concurso público classificatório; incorporação de todas as gratificações; garantia de 33% da jornada para atividade extraclasse; e novo plano de carreira.
MARIA HELENA DEIXA SECRETARIA DA
EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO


MARIA HELENA PAULO RENATO
A secretária de Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães, pediu demissão nesta quinta-feira (26) e será substituída pelo deputado federal e ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza. A troca do comando foi confirmada pouco depois das 12h desta sexta-feira (27) pelo governo estadual.
Segundo nota divulgada pela Secretaria de Comunicação, o pedido de demissão se deve "por motivos estritamente pessoais" e Maria Helena continuará prestando assessoria para a secretaria.
Na semana passada, o governo divulgou os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp). Quase 20% das escolas da rede estadual não apresentaram melhora.
A concessão de bônus para os servidores, baseada no desempenho no Idesp, também causou polêmica. Só iriam receber professores e funcionários de instituições que tivessem apresentado alguma melhor no índice. No entanto, na quarta-feira (25), o governo anunciou uma mudança na regra para premiar as boas escolas, mesmo que não tivessem tido uma evolução.
A secretaria também foi alvo de críticas após a divulgação de que havia erros em cerca de 500 mil livros de geografia distribuídos na rede. Um mapa da América do Sul mostrava dois Paraguais. Maria Helena ainda enfrentou uma greve de professores que durou quase um mês.
Leia a íntegra da nota:
"A secretária estadual da Educação Maria Helena Guimarães de Castro manifestou ao governador José Serra seu desejo de deixar o cargo na noite de ontem, quinta-feira (26), por motivos estritamente pessoais. Ela será substituída no cargo pelo atual deputado federal Paulo Renato Souza (PSDB-SP), a quem continuará prestando assessoria especial. Essa decisão também foi tomada ontem.
Durante oito anos, Maria Helena foi secretária-executiva do Ministério da Educação, comandado por Paulo Renato no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Entre ambos, a identidade de pensamento sobre a Educação é total. A mesma equipe e a mesma orientação imprimida por Maria Helena na secretaria serão mantidas, e a secretária continuará à frente da pasta até o dia 15 de abril, quando ocorrerá a substituição.
A esse respeito declarou o governador José Serra:
“O trabalho da Maria Helena e seu time à frente da Secretaria da Educação em São Paulo é excepcional. Promoveram mudanças que, a médio e longo prazos, representam uma verdadeira revolução na Educação estadual. Basta citar o programa Ler e Escrever, o sistema de metas por escola, os bônus de incentivo aos profissionais da Educação ligados a resultados, os programas de formação de professores e de recuperação de alunos defasados".
“Maria Helena é uma das maiores especialistas do Brasil na construção de indicadores de educação. Sua colaboração para a reformulação do SARESP, a criação e implantação do IDESP e da política de bônus por merecimento foi fundamental. Sua gestão, voltada à valorização do professor e à melhora do aprendizado na sala de aula, terá pleno seguimento com o novo secretário. Paulo Renato foi durante oito anos ministro da Educação, quando criou o FUNDEF, os exames nacionais de avaliação, e comandou um imenso programa de inclusão de crianças e jovens nas escolas".
"Maria Helena dedicou-se de forma integral ao um trabalho, que, sem dúvida, está entre os mais absorventes e exigentes da administração estadual em termos de esforço pessoal. São Paulo e o governo devem muito a ela que, por sorte, continuará colaborando de perto com a Educação estadual, prestando assessoria especial ao novo secretário.”
Secretaria de Comunicação"
O NOVO SECRETÁRIO
O economista Paulo Renato de Souza é atualmente deputado federal pelo PSDB-SP e foi Ministro da Educação nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso.
Como ministro criou o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o Provão (atual Enade - Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), o Fundef e o Bolsa-Escola. Segundo seu site, Souza defende a prioridade para o ensino básico, o crescimento econômico, a geração de empregos e a democracia.
Na área de educação, Souza foi também reitor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e secretário de educação em São Paulo na gestão de Franco Montoro. O deputado foi ainda diretor do BID (Banco Interamericano do Desenvolvimento) e coordenou o programa das duas candidaturas de Fernando Henrique.
Estudantes passam mal após chupar balas em Santo Antônio de Posse (SP)
Ao menos 18 estudantes de uma escola municipal de Santo Antônio de Posse (a 138 km de São Paulo) passaram mal nesta quarta-feira (25) após terem consumido balas, segundo informações da Secretaria Municipal de Educação.
De acordo com a Polícia Civil da cidade, que investiga o caso, os doces foram coletados e o material foi encaminhado para perícia para verificar se continha vestígios de drogas --o que poderia ter causado o envenenamento.
Segundo a secretaria, os alunos --com idades entre 11 e 14 anos-- se queixavam de dores de cabeça, náuseas e tonturas. Eles foram encaminhados ao pronto-socorro da cidade e liberados no mesmo dia.
Ainda de acordo com o órgão, a maioria dos alunos era da mesma turma da escola. As balas teriam sido levadas por um estudante da escola, que distribuiu o doce entre os colegas. O garoto, que também passou mal, disse à polícia que ganhou as balas de um vizinho. Segundo o delegado Anderson Cassimiro de Lima, que investiga o caso, o vizinho do garoto também deve ser ouvido.
"Só o laudo da perícia vai apresentar as causas, mas acredito que tenha sido mais um caso de intoxicação alimentar que de envenenamento", disse. O laudo da perícia deve ficar pronto na próxima semana.
A Secretaria de Municipal de Educação informou que os estudantes estão bem e que já voltaram às aulas nesta quinta-feira.
Folha on-line
Remuneração por desempenho da Educação é paga pela 1ª vez; professor ganha até R$ 12 mil
Quarta - feira, 25 de Março de 2009 17h20
195 mil educadores ganham bônus 131.462 mil educadores receberão mais de R$ 2 mil
SP paga R$ 590,6 milhões aos profissionais que melhoraram a qualidade da educação
A Secretaria de Estado da Educação anuncia nesta quarta-feira, 25 de março, o primeiro pagamento de bonificação por desempenho a seus servidores. Prioridade do governo do Estado, a melhoria da qualidade de ensino será premiada com remuneração extra aos profissionais que propiciaram avanço nas escolas. O bônus chegará a R$ 15 mil em alguns casos. Os professores, que formam a maior categoria da rede, receberão até R$ 12 mil.
Nada menos do que 131.462 professores, diretores e supervisores receberão mais do que R$ 2.000. No total, 195.535 profissionais da rede estadual receberão o bônus até o final do mês. O governo do Estado investirá R$ 590,6 milhões com a premiação por desempenho, o que representa aumento de 30,2% em relação ao bônus do ano passado (que não era pago por desempenho, mas por assiduidade). "É uma política educacional justa, que valoriza os profissionais mais dedicados, que melhoraram o aprendizado dos alunos. É fundamental que os melhores profissionais ganhem reconhecimento, sejam premiados por seu trabalho durante todo o ano", afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.
Seguindo o Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp), divulgado na semana passada, as escolas que melhoraram o desempenho dos estudantes agora têm seus funcionários bonificados. O pagamento cairá na conta dos funcionários até o fim do mês. Será o equivalente a 14º, 15º e, em alguns casos, 16º salário.
A bonificação equivale à evolução da escola. Se as metas foram 100% alcançadas, todos os funcionários da escola receberão o total do bônus: 20% dos 12 salários mensais, ou seja, 2,4 salários mensais a mais. Se a escola atingiu 50% de sua meta, seus funcionários recebem 50% do bônus_ 1,2 salário mensal a mais. Se a escola chegou a 10% da meta, seus funcionários recebem 10% do bônus. Os funcionários das escolas que superaram as metas pré-estabelecidas recebem também pelo resultado superior. Ao passar 20% do índice os funcionários têm acréscimo de 20% ao bônus total. Se passar 10%, 10% a mais, com teto em 20%. Isso equivale a 2,9 salários na forma de bônus.
O bônus é afetado pelas faltas dos profissionais. Para receber o bônus os professores devem ter atuado, no mínimo, em dois terços do ano. Ou seja, devem ter participado da rede pelo menos 244 dias. Caso tenha havido faltas haverá desconto proporcional no bônus.
"É essencial diferenciar a bonificação para quem ajudou mais ou menos a escola a atingir a meta. Quem ajudou mais, compareceu mais, recebe bônus maior do que o que compareceu menos, ajudou menos", diz a secretária Maria Helena.
Bônus às equipes
Além dos professores, que receberão mediante o desempenho do nível de ensino que atuam (1ª a 4ª, 5ª e 8ª e Ensino Médio), diretores, supervisores, professores-coordenadores, agentes de organização escolar, agentes de serviço escolar, assistentes de administração escolar, secretários de escola e supervisores de ensino.
As equipes das escolas (diretor, professores-coordenadores, agentes de organização escolar, agentes de serviço escolar, assistentes de administração escolar, secretários) receberão de acordo com a média das unidades. Dirigentes de ensino e supervisores receberão pela média das escolas na região.
Incentivo às melhores
O governo do Estado vai agir de duas maneiras para garantir que a Educação continue melhorando em São Paulo. Haverá pagamento de incentivo para as escolas de cada ciclo (1 a à 4 a séries, 5 a à 8 a e Ensino Médio) que estejam entre as 10% com indicadores mais altos. Essa é uma forma de reconhecer a qualidade das melhores escolas da rede, cujas experiências servem de exemplo para todas as 5.357 escolas estaduais. O incentivo, neste caso, será calculado sobre o crescimento do Idesp para o conjunto do Estado, que é 63,7%. Dessa forma, as equipes dessas escolas ganharão 1,5 salário a mais como incentivo ao trabalho realizado, mesmo sem terem atingido metas. Se a escola está na faixa dos 10% com Idesp mais alto, e cumpriu mais do que 63,7% de sua meta, ganhará pelo cumprimento das metas, o que proporcionará um bônus maior.
Nas escolas com piores desempenhos novamente será aplicado projeto de aceleração da aprendizagem. Com ótimo resultado em 2008, o programa irá abranger melhorias físicas (reformas, ampliações etc) e pedagógicas. A recuperação de aprendizagem terá o dobro do tempo das demais, chegando a 10% da carga horária. Materiais específicos serão enviados às unidades. Os educadores terão acompanhamento permanente de equipe técnica da Secretaria.
Mais qualidade nas escolas
Nova proposta curricular, programa especial de alfabetização, reformulação do sistema de avaliação, recuperação intensiva, materiais de apoio a professores e alunos, criação de um índice de qualidade para cada escola (Idesp), valorização dos professores, seleção de 12 mil coordenadores pedagógicos, diversificação do Ensino Médio, melhoria de infra-estrutura nas escolas, enfim, um conjunto de projetos foi desencadeado para melhorar a aprendizagem.
Todas estas ações, urgentes, têm enorme valor e são indispensáveis em sistemas educacionais de referência. "São Paulo vem atuando em todas as frentes da Educação. O objetivo é melhorar a sala de aula, com educadores capacitados e incentivados. É dar um salto de qualidade na aprendizagem. Neste trabalho os professores são essenciais, são os protagonistas do sistema educacional", comenta a secretária Maria Helena.
Ex-universitários são condenados por estuprar colega em república
Dois ex-universitários foram condenados a sete anos e seis meses de prisão por estuprar uma colega na república Capela, bairro Chácara Primavera, em Campinas (SP). O caso aconteceu em 8 dezembro de 2004 e o processo corre em segredo de Justiça.
Um terceiro acusado pelo envolvimento no estupro foi absolvido por falta de provas. Segundo os autos do processo, a estudante passou por exames no Instituto Medico Legal (IML) de Campinas e em uma clínica particular em São Paulo, onde foi comprovada a violação sexual.
Os três chegaram a ficar presos por alguns dias em abril de 2005, mas respondiam ao inquérito em liberdade. Contra a sentença de condenação ainda cabe recurso na 2ª Vara Criminal de Campinas.
Denúncia
Segundo informações divulgadas na época da denúncia, os envolvidos eram matriculados na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas) e tinham idade entre 20 a 25 anos. A vítima tinha 24 anos e cursava o 3º ano de Arquitetura e Urbanismo, o mesmo curso de dois deles. O terceiro fazia Jornalismo.
A jovem registrou um boletim de ocorrência no 7º Distrito Policial dois dias depois de participar de uma festa de confraternização em uma chácara, no distrito de Barão Geraldo. De acordo com a queixa, a estudante ingeriu uma bebida oferecida pelos três estudantes e se sentiu mal. Eles ofereceram a ela uma carona.
Ela relatou à policia, na ocasião, que só acordou na manhã seguinte na república Capela, sem roupas, com hematomas, arranhões pelo corpo e sem lembrar sobre o que havia ocorrido. Antes, porém, de formalizar um boletim de ocorrência, a estudante chegou a gravar conversas telefônicas com os rapazes. A moça questionou sobre o final da festa, já que não se recordava, e eles falaram que lhe "deram um banho".
Fotos
Com um mandado de busca e apreensão, a polícia apreendeu um computador onde foram encontradas fotografias de festas dos estudantes. As imagens mostravam a estudante sentada, desacordada, seminua e os três rapazes consumindo lança perfume e fumando um suposto cigarro de maconha, também seminus.
No decorrer das investigações, foram ouvidas várias pessoas, entre estudantes e professores, que participaram ou não da festa .A jovem pediu transferência da universidade e se mudou da cidade. A PUC de Campinas informou que nenhum dos envolvidos está matriculado na instituição. Não foram localizados os representantes dos acusados.
Terra
Docente de 25 anos teve traumatismo craniano. 'Para lá, não volto mais', diz professora agredida por aluna no RS
Ela nega ter usado termo racista para falar com a estudante
Após ter ser agredida por uma aluna dentro da escola e ter sofrido um traumatismo craniano, a professora Glaucia da Silva, 25 anos, afirma que não pretende retornar para a escola mais. A agressão ocorreu na segunda-feira (23). "Para lá, não volto mais", diz.
Ela conta que estava dando aula quando algumas meninas vieram correndo até a porta da sua sala, bateram com o pé e saíram gritando pelos corredores.
"Como estava atrapalhando a minha aula, fechei a porta. Comecei a ouvir desaforos. Depois, saíram correndo. Fui até a direção e comuniquei [o fato]. A direção chamou algumas meninas. Quando voltei para a sala, meus alunos disseram que tinha uma outra menina, da 8ª série, que também estava envolvida, que eu não tinha visto", afirma.
Glaucia conta que foi, então, até a sala dessa aluna e pediu que descesse até a direção. "Ela disse que não iria porque eu não mandava nela, eu não era professora dela e eu não era ninguém. Eu disse que ela iria descer, sim, porque não era a primeira vez que fazia isso."
Ela diz que, nesse momento, virou as costas e foi agarrada pelos cabelos, por trás, e derrubada no chão. "Quando ela me derrubou no chão, caí de lado e bati a cabeça. Ela continuou me agredindo. Eu tentei proteger o rosto, ela me arranhou todo o pescoço, me deu socos e chutes."
A professora afirma que não teria jogado chá em um primo da aluna, como a adolescente disse. Ela nega ter usado termos racistas para se referir à aluna. "Eu disse que aquela reação era bem coisa dela, posso ter dito que era coisa de uma vileira, mas não utilizei nenhum termo racista."
(Zero Hora)