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APEOESP RESPONDE AOS ATAQUES DA
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO
SINDICATO DESAFIA SECRETÁRIA A PUBLICAR NOTAS DA PROVINHA Diante da postura da secretária estadual da Educação,que vem divulgando dados seletivos e parciais sobre os resultados da chamada “provinha dos ACTs”, a APEOESP vem a público desafiá-la a publicar, de imediato, a listagem completa com as notas de todos os participantes do processo. Consideramos que a divulgação da suposta existência de 1.500 professores que teriam obtido nota zero, num universo de 214 mil professores que participaram da prova, não é um método aceitável, pois macula a imagem de uma categoria que conta com mais de 100 mil professores admitidos em caráter temporário que, apesar de suas precárias condições de trabalho, asseguram a qualidade de ensino existente nas escolas estaduais. A propósito, como se explicaria o fato do aluno Gerson Tavares de Souza, oriundo de escola pública estadual, ter vencido por quatro vezes a Olimpíada Brasileira de Matemática e ter sido aprovado no vestibular de engenharia elétrica da USP, se fosse verdadeira a avaliação do governador e da secretária da Educação sobre a competência profissional dos professores? Na verdade, parece que a secretária desconhece a realidade da rede de ensino que tem a responsabilidade de gerir. A secretária da Educação vem procurando manobrar a opinião pública para tentar acobertar sua própria incompetência em enfrentar e administrar os problemas decorrentes da provinha que ela criou. Registre-se, aliás, que a APEOESP a alertou sobre a necessidade de que fosse contratada uma instituição especializada para ministrar um exame deste porte, mas não fomos ouvidos pela secretária. Finalmente, gostaríamos de ver os meios de comunicação questionarem a secretária da Educação sobre as razões pelas quais divulga apenas alguns dados parciais da provinha. Acreditamos que a divulgação das notas de todos os que participaram do processo é um direito destes professores e da sociedade e a imprensa deveria cobrar esta providência do governo estadual.
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DE SP ATACA SINDICATO
A TODOS PROFESSORES E PROFESSORAS QUE PARTICIPARAM DA PROVA DE CLASSIFICAÇÃO PARA TEMPORÁRIOS (OFA) DA REDE ESTADUAL
Comprometidos com o aprimoramento da qualidade da educação e de acordo com o Decreto nº53.037/2008 do governador José Serra, esclareceremos o seguinte:
A prova dos temporários foi causa de uma ação movida pela APEOESP, em 23 de outubro de 2008, no Tribunal Regional do Trabalho, local em que ficou acordado o novo critério para atribuição de aulas -- termo de audiência No. 232/08 -- com a aplicação da prova classificatória para os professores temporários da rede estadual de ensino. Na ocasião, a APEOESP assinou o acordo que estipulou, inclusive, medidas e procedimentos claros para a aplicação da prova.
Em cumprimento a esta decisão, foi aplicada uma prova, em dezembro, da qual, 214 mil professores participaram com a mesma lisura com que a fizemos. Até dois dias depois da aplicação dessas provas, recebemos recursos nas diretorias de ensino; a partir daí, ela seguiu para correção. Contamos com a Imprensa Oficial do Estado para nos ajudar nesta tarefa de divulgação de resultados e a atribuição das aulas foi marcada para 5/02/09, como estabelecia no nosso calendário.
Em 23/12/08, a APEOESP, descumprindo com o acordo firmado em outubro de 2008, entrou -- na 13a vara da Fazenda Pública de São Paulo -- com uma Ação Civil Pública contra a aplicação da prova para atribuição de aulas, e obteve uma liminar. Essa medida judicial foi cassada pela ação da Procuradoria Geral do Estado, órgão que nos defende judicialmente, em 16/01/2009. Ocorre que, na véspera da atribuição, no dia 4/02/09, houve novo recurso por parte da APEOESP, interrompendo mais uma vez o processo de atribuição das aulas, que teve de ser transferida para o dia 10/02/09.
Gostaria de destacar ainda que o Poder Executivo respeita
-- e sempre respeitou -- o Poder Judiciário. Ao acatar a decisão judicial da 13a Vara da Fazenda Pública de São Paulo, de 4/02/09, a Secretaria da Educação, enquanto governo responsável por cerca de 5 milhões de alunos, evitou que fosse prorrogado o início das aulas mais uma vez.
Dessa forma, para não prejudicar nossos milhões de alunos, cujos pais já se organizaram para o início do Ano Letivo, decidimos manter o início das aulas no dia 16/02/09. Assim, caros professores e professoras, nossa decisão está de acordo com nossa responsabilidade, o que não quer dizer que desistimos; o processo judicial continua, mas não terá efeito imediato para a atribuição que ocorre no dia 10/02/09.
Vamos buscar o mais rápido e melhor atendimento aos alunos neste semestre e criar as condições para que o processo judicial se resolva no mais breve prazo, de tal sorte que vocês, professores que deveriam, desde já, estar em sala de aula, possam vir a nos ajudar a cumprir o nosso objetivo comum: um ensino de qualidade.
Atenciosamente,
Maria Helena Guimarães de Castro
Secretária de Estado da Educação
Calouros de medicina são obrigados a ficar seminus durante trote em Catanduva (SP)
Em Catanduva (385 km de São Paulo), calouros de medicina tiveram de abaixar as calças enquanto participavam de um trote em cima de um viaduto da cidade, na segunda. As cenas foram parar na internet.
O coordenador do curso de medicina das Faculdades Integradas Padre Albino, José Alves de Freitas, disse que a instituição proíbe o trote desde 2004. Ele afirmou que a faculdade vai tentar identificar os veteranos que participaram do trote e que eles podem ser suspensos e até expulsos da instituição.
O procurador da República Jefferson Dias afirmou que o Ministério Público Federal está colhendo informações sobre o caso.
"A agressão ou o constrangimento é um ato criminoso e é competência da Justiça Estadual. Só que se a universidade ou faculdade, de forma direta ou indireta, está sendo conivente com a prática, é competência do Ministério Público Federal, já que elas atuam por autorização da União."
Grávida
A Polícia Civil de Santa Fé do Sul (625 km de SP) disse já ter identificado a estudante suspeita de jogar o líquido que causou queimaduras em uma jovem de 18 anos, grávida de três meses, durante um trote.
Além de Priscilla Muniz, estudante do primeiro ano do curso de análise e desenvolvimento de sistemas, uma aluna de letras, de 17 anos, também registrou boletim de ocorrência afirmando ter sofrido queimaduras no trote dos veteranos da Funec (Fundação Municipal de Educação e Cultura) na noite de segunda.
O delegado Gervásio Fávaro disse que a estudante suspeita de ter jogado a mistura química em Priscilla não foi ouvida. Ele não revelou o nome dela.
A polícia investiga se outros dois alunos que não registraram boletim de ocorrência ficaram feridos no trote.
A*Folha* localizou um deles. O estudante do curso de gestão ambiental Adrian Souza, 20, afirmou ter tido queimaduras na barriga durante o trote, em frente à instituição de ensino.
"Vi uma menina abrindo uma garrafa e tacando o líquido em mim. Começou a arder muito. Fui para a casa. No outro dia, quando vi, minha barriga estava queimada, uma mancha. Meu médico disse que eu vou ficar com a marca [da queimadura] para toda a vida."
Souza disse que suspeita que a mesma jovem que jogou o líquido nele tenha atirado o composto em Priscilla.
Grávida de três meses, Priscilla teve queimaduras nas costas, braços e pernas após a estudante da Funec ter jogado uma mistura de tíner e creolina em seu corpo em frente à unidade de ensino. Priscilla chegou a ser internada por causa das queimaduras. O bebê que ela espera não corre riscos.
A Funec, por meio da assessoria, disse que um procedimento administrativo foi instaurado. Afirmou também que aguarda as conclusões da polícia e que o trote é proibido dentro da instituição de ensino.
UOL
PROFESSOR NOTA ZERO
Dos 241 mil professores que se submeteram à prova da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, 3.000 tiraram zero: não acertaram uma única sobre a matéria que dão ou deveriam dar em sala de aula. Apenas 111, o que é estatisticamente irrelevante, tiraram nota dez. Os números finais ainda não foram tabulados, mas recebo a informação que pelo menos metade dos professores ficaria abaixo de cinco. Essa prova tocou no coração do problema do ensino no Brasil, o resto é detalhe.
Como esperar que um aluno de um professor que tira nota ruim ou mediana possa ter bom desempenho? Impossível. Se fosse para levar a sério a educação, provas desse tipo deveriam ser periódicas em toda a rede (assim como os alunos também são submetidos a provas). Quem não passasse deveria ser afastado para receber um curso de capacitação para tentar se habilitar a voltar para a escola.
A obrigação do poder público é divulgar as listas com as notas para que os pais sabiam na mão de quem estão seus filhos. Mas a culpa, vamos reconhecer, não é só do professor. O maior culpado é o poder público que oferece baixos salários e das universidades que não conseguem preparar os docentes. Para completar, os sindicatos preferem proteger a mediocridade e se recusam a apoiar medidas que valorizem o mérito.
O grande desafio brasileiro é atrair os talentos para as escolas públicas --sem isso, seremos sempre uma democracia capenga. Pelo número de professores reprovados na prova, vemos como essa meta está distante.
http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2009/02/08/ult4733u30056.jhtm
NOVA RTOGRAFIA: O USO DO HÍFEN - PREFIXAÇÃO
PREFIXOS OU FALSOS PREFIXOS | REGRAS | EXEMPLOS | OBSERVAÇÕES; SAIBA MAIS |
| Vogais iguais | 1. Usa-se o hífen quando o prefixo e o segundo elemento juntam-se com a mesma vogal. | anti-ibérico, auto-organização, contra-almirante, infra-axilar, micro-ondas, neo-ortodoxo, sobre-elevação, anti-inflamatório. | Mas os prefixos co, pro, pre, re se juntam ao segundo elemento, ainda que este inicie pelas vogais o ou e: coocupar, coorganizar, coautor, coirmão, cooperar, preenchimento, preexistir, preestabelecer, proeminente, propor reeducação, reeleição, reescrita. |
| Vogais diferentes | 2. Não se usa o hífen quando os elementos se unem com vogais diferentes. | autoescola, autoajuda, autoafirmação, semiaberto, semiárido, semiobscuridade, contraordem, contraindicação, extraoficial, neoexpressionista, intraocular, semiaberto, semiárido. | |
| Consoantes iguais | 3. Usa-se o hífen se a consoante do final do prefixo for igual à do início do segundo elemento. | inter-racial, super-revista, hiper-raquítico, sub-brigadeiro. | |
| Se o segundo elemento começa com s, r. | 4. Não há hífen quando o segundo elemento começa com s ou r; nesse caso, duplicam-se as consoantes. | antirreligioso, minissaia, ultrassecreto, ultrassom. | Com prefixos hiper, inter, super, porém, deve-se manter o hífen: hiper-realista, inter-racial, super-racional, super-resistente. |
| Se o segundo elemento começa com m, n, com vogais e h, m, n. | 5. Usa-se o hífen: se o primeiro elemento, terminado em m ou n, unir-se com vogais h, m ou n. | circum-murado, circum-navegação, pan-hispânico, pan-africano, pan-americano. | |
| Ex, sota, soto, vice | 6. Usa-se hífen com os prefixos: ex, sota, soto, vice. | ex-almirante, ex-presidente, sota-piloto, soto-pôr, vice-almirante, vice-rei. | Escreva, porém, sobrepor. |
| Pré, pós, pró | 7. Usa-se hífen com os prefixos pré, pós, pró (tônicos e acentuados com autonomia). | pré-escolar, pré-nupcial, pós-graduação, pós-tônico, pós-cirúrgico, pró-reitor, pró-ativo, pós-auricular. | Se os prefixos não forem autônomos, não haverá hífen: predeterminado, pressupor, pospor, propor. |
| O prefixo termina em vogal ou r e b e o segundo elemento se inicia com h. | 8. Usa-se o hífen quando o prefixo termina em r, b ou vogais e o segundo elemento começa com h. | anti-herói, inter-hemisférico, sub-humano, anti-hemorrágico, bio-histórico, super-homem, giga-hertz, poli-hidratação, geo-história. | A) Mas as grafias consagradas serão mantidas: reidratar, desumano, inábil, reabituar, reabilitar, reaver. B) Se houver perda do som da vogal final, prefere-se não usar hífen e eliminar o h: cloridrato (cloro+hidrato), clorídrico (cloro+hídrico) . C) Ainda não há consenso sobre o uso do prefixo co seguido de h. Os registros variam: co-herdeiro, coerdeiro; co-herdar, coerdar. |
| Sufixos de origem tupi | 9. Usa-se o hífen com sufixo de origem tupi, quando a pronúncia exige distinção dos elementos. | Anajá-mirim, Ceará-mirim, capim-açu, andá-açu, amoré-guaçu. | |
| Este quadro está apoiado nas obras: BECHARA, Evanildo. O que muda com o Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2008. INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Escrevendo pela Nova Ortografia. Rio de Janeiro/São Paulo, Houaiss/Publifolha, 2008. GOMES, Francisco Álvaro. O acordo ortográfico. Porto, Porto Editora, 2008. | |||