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Nome:Nilceu Francisco

Aniversário:11 de julho

Cidade:Campinas-SP

Gosto:Boas amizades, Viver, Conquistar, Amar

Hobby:Compor

Filmes:Aprecio a todos os gêneros

Músicas:Dance, Românticas... Preferidas :Folhas de outono; As rosas não falam, Palavras lindas...


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Créditos




 20 DE NOVEMBRO - CONSCIÊNCIA JÁ


Durante muito tempo a questão do negro no Brasil só era lembrada na data 13 de maio, dia da assinatura da Lei Áurea, em 1888, abolindo a escravatura.
Normalmente nessa data nas escolas, as crianças negras faziam o papel de escravos e a loirinha se vestia de princesa Isabel, nada era falado sobre a resistência e as lutas dos negros. O  destaque era pela ação da princesa Isabel.
Nos anos 70 , com o surgimento dos Movimentos Negros, ocorreu a denúncia desse equívoco e distorção. Assim, começou uma luta para que o povo brasileiro lembrasse e conhecesse as lideranças negras e as muitas ações de resistências dos negros africanos através da história.
Um dos pontos principais do Movimento Negro da atualidade foi enunciar que o dia 13 de maio não deve ser comemorado enfatizando a passividade do negro diante da ação misericordiosa do branco, afinal, durante a escravidão houve muitos movimentos de luta e resistência em diversas regiões do país. Dessa forma, atualmente os Movimentos Negros atribuem um significado político ao 13 de maio, ou seja, promovem esse dia como o dia Nacional de Luta Contra o Racismo.(Treze de maio é dia do santo dos negros, o São Benedito).
O Movimento Negro também deu destaque ao  20 de novembro, dia da morte de Zumbi – do Quilombo dos Palmares – como uma data a ser lembrada e comemorada, já que ele é considerado um dos principais símbolos de luta e resistência contra a opressão e exclusão vivenciada hoje pelos afro-descendentes.
A intenção de comemorar essa data – 20 de novembro – se deu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O primeiro passo foi dado, conta o historiador Alfredo Boulos Júnior, pelo poeta Oliveira Silveira, membro do Grupo Palmares, uma associação cultural negra. Ao conhecerem o livro “O Quilombo dos Palmares”, de Edison Carneiro (baiano), os participantes dessa associação entenderam que Palmares foi a maior manifestação de resistência negra na história brasileira.
No dia 20 de novembro de 1971, no Clube Náutico Marcílio Dias, fez-se a primeira homenagem a Zumbi dos Palmares. Esse foi o primeiro passo para que ocorresse em Salvador no dia 7 de julho de 1978, uma proposta pelo MNU – Movimento Negro Unificado – para que em 20 de novembro fosse o dia Nacional da Consciência Negra. Associações e Movimentos Negros de todo o país aceitaram a proposta e essa data representa o resgate no sentido político de luta, da resistência contra a opressão social.
Assim, a partir da década de 70, Zumbi passou a ser valorizado no contexto de luta contra o mito da “democracia racial”, auxiliando na desmistificação que a história apregoa sobre o tipo de relações raciais desenvolvidas no Brasil, como sendo uma escravidão pouco violenta e de resistências sem tanta importância.
A visão da “democracia racial” ainda tenta apresentar para a sociedade a idéia de que os diferentes grupos étnico-raciais no Brasil existentes viveram e ainda vivem harmoniosamente diferentes da resistência dos outros paises. Daí a importância de Zumbi dos Palmares, sua representação ativa e rebelde se contrapõe a toda essa idéia instituída pelo branco. A imagem de Zumbi não só representa a resistência negra, mas, contribui também, para que negros e brancos compreendam, aceitem e reconheçam as diferenças humanas.
Em 2003, foi sancionada a lei 10.639/03 sendo instituída obrigatoriedade da inclusão da História da África e da Cultura Afrobrasileira  no currículo das escolas pública e particular de ensino fundamental e médio. A lei também determina que o dia 20 de novembro deverá ser incluído no calendário escolar como dia Nacional da Consciência Negra.
Toda essa nova leitura sobre o negro se deve principalmente à luta da Comunidade Negra e dos Movimentos Negros de todo Brasil.
Ao relembrar toda essa trajetória de vitórias não só do negro, mas, também do povo brasileiro, afetado, de um modo geral  e  em se tratando de   um povo miscigenado (herdeiro de um    jeito guerreiro de ser - nunca desistimo- é hora de conclamar  a todos   para refletir sobre a necessidade de acabar com   o preconceito racial. Merecemos uma país melhor .
                                                                (http://www.overmundo.com.br/)

 

Editado por NilceuProf

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Manifestantes realizam aula pública em secretaria de SP

 

Cerca de cem integrantes da Uneafro (União dos Núcleos de Educação Popular para Negros e Classe Trabalhadora) realizaram um protesto nesta manhã dentro do prédio da Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo, no centro da capital paulista. O grupo chegou ao local por volta das 10 horas, no Pátio do Colégio, e tomou o saguão principal do edifício, onde foi realizada uma aula pública, segundo a entidade. A segurança do prédio tentou retirar o grupo. Houve um pequeno tumulto. O incidente acontece na véspera do Dia da Consciência Negra.

Segundo a Uneafro, uma sala de aula foi improvisada no local, atraindo a atenção de outras pessoas que passavam ali. Entre as pautas da aula pública estavam a conscientização sobre a violência da polícia no Estado. A entidade também queria entregar à secretaria um documento com as propostas e reivindicações do movimento negro, como a defesa intransigente da educação pública, popular, gratuita e de qualidade, junto à defesa das Ações Afirmativas e Cotas para a população negra em universidades. Um representante da secretaria protocolou a entrega do documento.

Os manifestantes devem sair em passeata ainda nesta tarde em direção ao MP (Ministério Público), na Rua Riachuelo, e na Defensoria Pública, onde também pretendem protocolar o documento, de acordo com a entidade.

Editado por NilceuProf

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Lula sanciona lei que impede alunos de ocuparem duas vagas em universidades púbicas

 

 

Estudantes da graduação não poderão mais ocupar duas vagas, simultaneamente, em cursos de graduação de instituições públicas de ensino superior do país. Uma lei, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (12), foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e restringe a dupla matrícula.

 

Algumas das universidades públicas já proíbem a matrícula em mais de um curso de graduação. É o caso, por exemplo, da USP (Universidade de São Paulo).

 

Segundo a lei, caso seja constatada a matrícula em mais de uma instituição pública, a faculdade ou universidade deverá comunicar ao aluno, que terá cinco dias úteis para optar por uma das vagas. Se o aluno não comparecer no prazo assinalado ou não optar por uma das vagas, a instituição deverá providenciar o cancelamento da matrícula.

Se a duplicidade de vagas ocorrer em universidades diferentes, será cancelada a matrícula mais antiga. Se a duplicidade for na mesma instituição, será cancelada a matrícula mais recente. Além disso, os créditos adquiridos no curso onde a matrícula foi cancelada serão considerados nulos.

A lei entra em vigor em 30 dias e não afeta os estudantes com cursos já em andamento.

Editado por NilceuProf

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CHAMEM OS UNIVERSITÁRIOS

 

 


Raras vezes vi um tiro no pé tão bem disparado. Por qualquer ângulo imaginável que se analisasse, afigurava-se como ruinosa a decisão da Uniban de expulsar, através de anúncio nos jornais, Geisy Arruda, a garota que há três semanas quase apanhara de seus colegas universitários por andar com um vestido considerado curto demais.

Quando a direção da universidade se deu conta da magnitude de seu desatino, voltou atrás e desexpulsou a jovem, no que foi interpretado mais como confissão de leviandade do que como demonstração de coragem por ter admitido, ainda que indiretamente, seu erro. Em suma, o episódio pode ser qualificado como um desastre total, ou "dafaecatio maxima", como escrevi na edição impressa (só para assinantes da Folha de domingo. Acho que nem um estudante do primeiro ano do curso de marketing da própria Uniban teria cometido tantos e tamanhos equívocos.

Com sua atitude, a universidade conseguiu a proeza de colocar do mesmo lado a UNE e a blogsfera de direita, o Ministério Público e a OAB, o primeiro escalão do governo Lula e associações feministas. Até a imprensa estrangeira deu destaque à história, que apareceu em órgãos tão distintos como "The New York Times", "China Daily" e "Manila Bulletin". Alguns dos novos epítetos sugeridos para a instituição incluem Unibando e Unitaleban. Atenho-me aos publicáveis.

O que me surpreendeu nessa história toda é que a grita contra a absurda expulsão era totalmente previsível. A própria Uniban já experimentara um aperitivo do clima reinante com a repercussão que o caso obtivera antes da ideia de jerico de convidar a menina a deixar a escola. Como o sucesso empresarial da instituição indica que seus diretores não são exatamente idiotas, fico me perguntando como puderam entrar nessa fria.

O mais perto de uma hipótese racional a que cheguei, é que a medida visaria ao público interno. O episódio deve ter pegado mal entre uma determinada casta de alunos e seus financiadores (pais). A expulsão seria a tentativa de pôr um ponto final sem ter de admitir, ainda que implicitamente, que a universidade tem um bando de arruaceiros como alunos (a tal da "mancha no diploma" a que um estudante se referira) e sem ter de cavar muito fundo para encontrar os 700 responsáveis-pagantes pelo assédio contra Geisy. No fundo, seria a materialização nua e crua do "o cliente sempre tem razão".

O problema é que esse princípio, irretocável quando o negócio em questão é uma padaria ou um serviço de televendas, não funciona tão bem na educação. No plano objetivo, essa é uma atividade em que não basta contentar o freguês. É preciso também incutir-lhe algum conteúdo, geralmente técnico, na cachola, o qual será medido através das avaliações do Ministério da Educação (MEC).

E nem sempre o objetivo de agradar o aluno e o de ensinar-lhe algo andam juntos. Se o estudante é um preguiçoso, por exemplo, instruí-lo vai necessariamente causar-lhe dissabor. Se a escola opta por satisfazer aos apetites inatos de seus fregueses, tende a ter piores resultados nas provas do MEC. Se, por outro lado, decide investir na qualidade técnica de seus formandos, acaba alijando uma parte importante de seu mercado potencial, que ou não tem condições de assimilar muito conteúdo ou não está disposta ao esforço de fazê-lo. Encontrar o ponto de equilíbrio entre essas duas atitudes é tudo menos trivial. Ajuda quando você tem um público que saiba suportar bem algum nível de frustração, isto é, que não seja partidário muito entusiasmado do "o cliente sempre tem razão".

Para complicar um pouco mais o quadro, existe ainda o plano subjetivo. Nossos cérebros poderiam perfeitamente ter sido projetados por Bill Gates: vieram com uma porção de "bugs", entre os quais um que estipula que determinadas coisas não podem ser vendidas. Se você regalar sua esposa com um caríssimo jantar no melhor restaurante da cidade na expectativa de conseguir uma noite de enlevos lúbricos, será descrito como um romântico incorrigível. Mas, se preferir simplificar as coisas e oferecer-lhe uma soma em moeda corrente para o mesmíssimo fim, só o que conseguirá é o divórcio e a reprovação de todos os seus familiares e amigos.

A educação fica no meio do caminho entre o sexo e a bolsa de commodities: nem bem um tabu, nem uma mercadoria "ordinária". Não tratamos donos de escolas particulares como cafetões, mas vemos suas atividades sempre com uma ponta de desconfiança, em especial quando eles dão provas mais explícitas de que visam ao lucro. Daí que não engolimos muito tranquilamente estratégias de marketing educacional que incluam o oferecimento de brindes e badulaques. Mesmo táticas que aceitamos como plenamente legítimas em outros campos tornam-se suspeitas quando aplicadas na esfera pedagógica. Um cartola do futebol tem praticamente a obrigação de contratar o melhor time possível. O mesmo vale para o CEO de uma empresa quando recruta seus executivos, funcionários e busca formar sua carteira de clientes. Mas, se um empresário da educação oferece incentivos para atrair bons alunos para sua escola, a fim de melhorar sua avaliação nos testes do MEC, não conseguimos deixar de ver aí pelo menos uma pontinha de corrupção.

Em suma, gostamos de pensar que a educação é uma área especial, na qual as regras de mercado se aplicam, mas não inteiramente. O lucro é tolerado, desde que ele não se configure como obstáculo à "tarefa do educador" -ainda que tenhamos dificuldades para defini-la de modo mais consistente do que combinando-a com as palavras de ordem de sempre: ética, cidadania, moralidade.

Tais considerações ajudam a entender a dimensão que tomou a "operação UniOban". A reação da universidade de expulsar Geisy desponta como uma tripla traição: a instituição não apenas tomou a atitude fascista e chauvinista de investir contra a vítima para proteger os mais fortes, como o fez no contexto especial da educação, uma área que preferimos imaginar como governada por princípios elevados e não por interesses imediatistas ou financeiros. Como se não bastasse, quando a direção se deu conta de que poderia ver seus lucros reduzidos, não hesitou em desmantelar o que apresentara 24 horas antes como defesa dos "princípios éticos", da "dignidade acadêmica" e da "moralidade".

Para tornar a história jornalisticamente ainda mais "perfeita", ela tem temperos sexuais e pode ser descrita como um embate da garota pobre e injustiçada contra empresários gananciosos e "pitt-boys" filhinhos de papai.

Como tudo isso é pelo menos um pouco verdade, o equívoco da Uniban assume proporções sociológicas.

Folha de SP

Editado por NilceuProf

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Protesto na Uniban tem vaias, bate-boca e Sabrina Sato "decotada"

 


Mesmo depois de revogar a decisão de expulsar a aluna Geisy Arruda, hostilizada por usar um vestido curto no último dia 22, a Uniban continua alvo de protestos. No início da noite desta segunda-feira (9), manifestantes fizeram batucada em frente à universidade, levaram carro de som e acusaram a instituição de autoritarismo.

Os estudantes, porém, repetiram a postura do vídeo que gerou tanta polêmica: vaiaram e xingaram o protesto e perseguiram a apresentadora Sabrina Sato com seus celulares.

 

"A universidade errou em não ter controlado a situação no dia e continua errando quando decidiu expulsar a garota. Foi uma besteira e tiveram de voltar atrás", afirma Gerson Moraes, aluno de sistemas de informática, destoando dos colegas que preferiam em coros e gritos reforçar o que foi feito com Geisy por ela usar microvestido nos corredores da faculdade particular de São Bernardo do Campo.

Apesar do coro do grupo feminista Marcha Mundial das Mulheres e das faixas em prol da aluna, levantadas por integrantes da UNE (União Nacional dos Estudantes), de sindicatos, de ONGs e de partidos políticos, havia quem discorde da situação.

"Todo mundo tem culpa nessa história, inclusive a Geisy. Ela ficou desfilando e se exibindo e estava gostando do alvoroço até que tudo saiu do controle", conta Beatriz Carrera, aluna de nutrição da Uniban.

Maria Fernanda Marcelino, militante do grupo feminista, aproveitou o carro de som e denunciou a "mercantilização" do corpo das mulheres. Ao mesmo tempo, a universidade foi acusada de machista e autoritária. O clima foi tenso entre manifestantes e alunos da instituição.

 
Em meio à gritaria, a apresentadora da RedeTV! Sabrina Sato toma atenção dos estudantes e não recebe xingamentos ao desfilar de roupas decotadas em meio à multidão

 

Em meio ao ato, os ânimos esquentaram e o estudante de logística Regis Gonçalves agrediu o ativista anarquista Aritanã Dantas. "Esse cara comparou minha mãe a essa menina. Vou acertar a cara dele", grita Regis, exaltado.

Os alunos da Uniban não concordavam com a passeata. Muitos estudantes vaiaram a manifestação e gritaram para os militantes irem embora e calarem a boca. Parte do coro contra o protesto também partiu de funcionários da universidade.

Ao som de "a Uniban não quer esse tipo de mulher", grito puxado pelos alunos, a manifestante Maria Onija, do Grupo Pão e Rosas, discursou: "Os agressores estão aí dentro [da universidade]. As mulheres têm que formar uma comissão e puní-los".

Michele Alberdht, uma das alunas contrárias ao movimento, explicou o motivo pelo qual vaiou a manifestação. "Esse pessoal que veio protestar não sabe como era essa menina", diz, referindo-se a Geisy Arruda.

Angélica Fernandes, militante do Diretório Nacional do PT, relembrou o passado de São Bernardo do Campo para se queixar do presente. "Há 30 anos São Bernardo do Campo entrava pro noticiário nacional com a greve contra a ditadura. Agora nosso município volta mostrando que está nas trevas", declarou ao microfone, ainda sob as vaias dos alunos.

 

Quando o presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Augusto Chagas, subiu ao carro de som para finalmente anunciar a decisão da Uniban de voltar atrás sobre a expulsão de Geisy, foi recebido com mais protestos. "Ele está pegando a Geisy", gritou um estudante. "É natural a polarização. Tem gente que não compreende o debate e acha normal a violência contra a mulher", afirmou o presidente da UNE ao UOL Notícias.


Para os alunos, o clima do retorno de Geisy não deve ser bom. "Ela vai voltar, mas não vai aguentar, o pessoal vai continuar hostilizando", disse o estudante de engenharia mecatrônica Pedro Fantuzzi. "Ele não é vítima. É culpada e reincidente. Toda ação tem uma reação", opinou Carlos Eduardo Silva, colega de classe de Fantuzzi.


Em meio à gritaria, a apresentadora da RedeTV! Sabrina Sato tomou a atenção dos estudantes ao desfilar de roupas decotadas em meio à multidão. Rodeada por dezenas deles, Sabrina foi filmada e chamada de "gostosa" pelos estudantes, que pediam para ela tirar a roupa.


Os alunos da Uniban repetiram nesta segunda diante das câmeras de TV o que fizeram a duas semanas atrás para os visores dos celulares: perseguiram uma mulher em um vestido rosa (no caso, Sabrina Sato) e hostilizaram quem pedia tolerância.

Editado por NilceuProf

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UNIBAN DESISTE DE EXPULSAR GEISY

 

 

Após repercussão negativa, Uniban recua e decide não expulsar aluna

 

 


Em nota divulgada na tarde desta segunda-feira (9), a assessoria de imprensa da Uniban (Universidade Bandeirante) informa que, após analisar o caso, o reitor da universidade revogou a decisão do Conselho Universitário, que resolveu no último dia 6 expulsar a aluna do curso de turismo Geisy Arruda, acusada de vestir trajes inapropriados e a se insinuar para colegas no dia 22 de outubro, no campus de São Bernardo do Campo, quando foi hostilizada por outros alunos, que filmaram o episódio e o publicaram na internet.
"Eu fui a vítima", diz Geisy Arruda

A nota divulgada não traz mais detalhes do recuo, feito logo após a repercussão negativa da notícia de que a estudante não poderia mais continuar seus estudos na entidade de ensino superior.

Segundo notificação anterior da Uniban, publicada em jornais de São Paulo no domingo (8), a decisão de expulsar Geisy foi tomada após uma sindicância interna, que atribuiu a culpa pelo tumulto às atitudes da estudante, que teria desfilado pelos corredores, tirado fotos e passeado pelas salas de aula com um vestido provocante.

O Ministério da Educação (MEC), que divulgou hoje um documento onde exigia que a universidade se manifestasse sobre a expulsão em dez dias, disse que ainda não recebeu oficialmente nenhuma informação sobre o recuo da Uniban.

Leia a íntegra do anúncio da universidade:

O reitor da Universidade Bandeirante - UNIBAN BRASIL, de acordo com o artigo 17, inciso IX e XI, de seu Regimento Interno, revoga a decisão do Conselho Universitário (CONSU) proferida no último dia 6 sobre o episódio do dia 22 de outubro, em seu campus em São Bernardo do Campo. Com isso, o reitor dará melhor encaminhamento à decisão.
 


Estudante expulsa da Uniban diz ter sido hostilizada na rua e teme nova agressão
Protesto na Uniban reúne vaias, bate-boca e Sabrina Sato "decotada"
Aluna hostilizada na Uniban diz que professores participaram de tumulto
SP: aluna expulsa por usar minissaia vai à Justiça

Estudantes protestam


Durante uma manifestação de apoio a Geisy organizado por entidades na porta da universidade nesta noite, os estudantes protestaram ao receber a notícia de que a expulsão fora revogada.

"Ela vai voltar, mas não vai aguentar, o pessoal vai continuar hostilizando", disse o aluno do curso de engenharia mecatrônica Pedro Fantuzzi. Seu colega Carlos Eduardo Silva completou: "Houve exagero das duas partes, mas ela está saindo como vítima. Ela não é vítima, é reincidente".

Advogado ainda não foi notificado
Ainda nesta segunda-feira, antes da notícia da desistência da Uniban em expulsar Geisy, o advogado da estudante, Nehemias Melo, convocou uma coletiva em que avisou que deveria ir à Justiça para que a cliente tivesse o direito de terminar o semestre letivo na Uniban.

Na ocasião, o advogado afirmou que deveria ir ao Fórum de São Bernado do Campo para entrar com uma medida cautelar para que Geisy possa retornar à faculdade. Ele também alegou que deveria pedir a retirada os vídeos postados na internet com as imagens do dia em que ela foi agredida.

Segundo o advogado, um inquérito foi aberto na delegacia da Mulher em São Bernardo do Campo para apurar o caso. Ainda nesta segunda-feira, Nehemias foi à Assembleia Legislativa pedir aos deputados que façam um requerimento para intimar o reitor da Uniban a dar explicações sobre o caso. "Nós não imaginávamos que eles fossem capazes de adotar uma medida como essa [expulsar a jovem]. Isso nos deixou perplexos", afirmou.

Geisy também participou da coletiva. Passou boa parte do tempo de cabeça baixa e chegou a se emocionar em alguns momentos. Ela respondeu a todas as perguntas feitas pelos jornalistas e disse que a única coisa que ela quer é terminar o ano letivo.

Procurado para comentar a nova decisão da Uniban, Nehemias afirmou nesta tarde que ainda não foi notificado sobre a questão e que, portanto, segue com os encaminhamentos previstos anteriormente.

Inquéritos


Antes da Uniban recuar em sua decisão, o Ministério Público Federal em São Paulo divulgou que instaurou um inquérito civil público para apurar as circunstâncias da sindicância que resultou na expulsão de Geisy.

Também a Polícia Civil abriu na tarde desta segunda-feira um inquérito para investigar as ofensas sofridas pela estudante do curso de turismo.

O caso teve grande repercussão, inclusive internacional, recebendo destaque nos jornais "The New York Times" e "The Guardian".

 

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UNIBAN :Expulsão foi "xeque-mate" para marca da Uniban, diz especialista

 

A expulsão da estudante de turismo Geisy Arruda, 20 anos, após ela ter sido acusada de usar roupas inapropriadas nas salas de aula causou um certo efeito de "caça às bruxas" e gerou um "xeque-mate" na marca da Universidade Bandeirantes (Uniban). É o que pensam especialistas em cuidar da marca de empresas consultados pelo Terra.

A estudante teve que sair escoltada pela polícia após ser xingada dentro da universidade por causa do vestido que usava no dia 22 de outubro. As imagens da confusão foram gravadas por universitários e postadas no site YouTube no mesmo dia. Neste domingo, em comunicado pago publicado em jornais de São Paulo, a Uniban informou ter decidido expulsar Geisy "em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade".

"A manifestação formal da empresa foi equivocada. O tom preconceituoso da nota fez todo mundo criticar a universidade. Teve OAB, a UNE... Eles viraram a Geni", disse José Roberto Martins, sócio-fundador da Global Brands, que cuida das marcas do Banco do Brasil e do Banco Santander. "Foi um xeque-mate", completa.

"A Uniban tratou um problema de 3 graus na escala Richter, que não mata ninguém, de tal forma que o elevou para 7 (magnitude de terremoto considerada de grande proporção) sem muito esforço", afirma. "Tornaram a situação quase unânime de critica, até mesmo fora do País", cita Martins, lembrando da repercussão do caso em jornais como o americano The New York Times e as publicações do Reino Unido Telegraph e Guardian. Esse equívoco, ainda segundo ele, é reflexo de uma de "arrogância institucional". "Às vezes a empresa pensa que tem controle do mercado e acham que isso acaba blindando a marca. Com a internet, isso não existe mais", explica.

Já para Jaime Troiano, consultor e sócio-proprietário do Grupo Troiano de Branding, a expulsão foi a gota d'água. "As propagandas da Uniban falam em responsabilidade social, em ser acessível, em inclusão. (Com a expulsão) ela negou isso. Cometeu dois pecados que não pode cometer: perdeu a identidade e negou aquilo que ela falava", disse.

No entanto, Troiano acredita que um deslize da garota pode dar a razão a universidade mesmo após ela ter "errado no tom". "Só espero que essa moça não vá para um programa de TV ou para a capa de uma revista. Isso daria liberdade para a universidade falar: "Está vendo com tinhamos razão?", afirma.

Os especialistas não veem formas de medir o quanto a marca da Uniban pode perder com a expulsão da jovem, mas nenhum dos dois prevê facilidades. "É impossível de se estimar, mas é como se estivesse jogado pela janela tudo investido em marketing nos últimos anos" afirma Troiano. "Vai gastar mais do que já gastou na época do Martinho da Vila", concorda Martins.

Quanto à solução que deveria ser adotada pela empresa, os dois concordam que a melhor saída era baixar o tom. "Faria um meaculpa: nós erramos, admitimos que essa foi uma atitude equivocada e aceitamos readmitir a Geisy. Está em tempo de vir a publico e pedir desculpas à sociedade", afirma Troiano. "A saída é a humildade. Reconhecer que passou do limite e voltar atrás", diz Martins.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da universidade e pediu levantamentos e dados que pudessem indicar o valor perdido pela universidade direta e indiretamente com a repercussão do caso, mas até o momento de publicação da matéria nada havia sido nos enviado.

TERRA

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A GAROTA DA UNIBAN :

UNE critica 'lógica machista' da Uniban por expulsão de aluna

 

A Diretoria de Mulheres da União Nacional dos Estudantes (UNE) afirmou que a Universidade Bandeirante (Uniban) agiu dentro de uma "lógica machista" ao decidir expulsar a estudante de Turismo Geisy Villa Nova Arruda. A UNE também prepara um protesto para esta segunda-feira. Em nota oficial de repúdio à expulsão da estudante, a entidade afirma que Geisy foi vítima de um ato de violência sexista e que a universidade está responsabilizando a aluna por um crime cometido contra ela.

Geisy foi pivô de uma confusão de grande repercussão ocorrida no campus da universidade em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, no dia 22 de outubro, quando teve de sair escoltada pela Polícia Militar do prédio da sua faculdade devido às agressões verbais que estava recebendo dos colegas pelo vestido que usava. Imagens das agressões foram gravadas por universitários e postadas no site YouTube no mesmo dia. Desde o ocorrido, a estudante não voltou mais à universidade.

Neste domingo, em um comunicado publicado em jornais do Estado de São Paulo, a Uniban informou ter decidido expulsar Geisy "em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos da dignidade acadêmica e à moralidade". "Foi constatada atitude provocativa da aluna, que buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar", diz a nota da Uniban. A instituição considerou ainda que a atitude dos outros alunos foi uma "reação coletiva de defesa do ambiente escolar". O caso gerou repercussão internacional, com uma reportagem publicada na edição online do jornal britânico The Daily Telegraph.

Apesar de também suspender, temporariamente, das atividades acadêmicas os demais alunos envolvidos e devidamente identificados no incidente, a universidade ressaltou o apoio a seus "60 mil alunos injustamente aviltados" pela cobertura midiática sobre o caso.

A líder da Diretoria de Mulheres da UNE, Fabíola Paulino, informou que a organização está preparando uma ação na Uniban nesta segunda-feira em repúdio à decisão da universidade. "O caso foi tratado de forma equivocada, a menina sofreu uma violência, ela foi agredida verbalmente, mas está sendo considerada culpada pela maneira como a imprensa e a universidade estão tratando o caso", afirmou Fabíola.

"A maneira como estão tratando o caso é um reflexo da sociedade opressora e machista em que vivemos. A universidade está reproduzindo este sistema", disse. "A comissão de sindicância da universidade não levou em conta estas questões, continuou agindo dentro desta lógica machista".

O presidente da UNE, Augusto Chagas, por sua vez, considerou "descabida" a decisão da Uniban e afirmou que a atitude criminaliza a vítima. "É como nos casos em que se responsabiliza a vítima de um assalto por estar segurando a carteira, ou se diz que uma mulher é culpada quando sofre um assédio ou abuso por causa da sua roupa. Isso nos parece lamentável", afirmou.

A UNE, segundo ele, vai chamar a atenção de outras instituições para que recebam a aluna, se for o caso, inclusive oferecendo bolsas de estudo a ela. "Não podemos permitir que ela interrompa sua trajetória escolar por causa disso", completou Chagas.

Ele demonstrou ainda preocupação com a possibilidade de o caso gerar reações negativas quanto à organização coletiva de estudantes. Segundo o presidente da UNE, a falta de espaço de mobilização dos alunos para assuntos importantes da vida acadêmica é um dos fatores que propiciam esse tipo de interação não saudável.

Em nota oficial de repúdio à decisão da Uniban, divulgada na tarde deste domingo, a UNE condena veementemente o episódio, afirmando que "o Brasil assistiu cenas de selvageria" em mais uma demonstração "de um dos crimes mais combatidos na sociedade, a violência sexista", em referência às cenas gravadas por estudantes das agressões verbais sofridas pela aluna, e depois continua, dizendo que "essa história absurda teve um desfecho ainda mais esdrúxulo". "A Universidade, espaço de diálogo onde deveriam ser construídas relações sociais livres de opressões e preconceitos, termina por reproduzir lamentavelmente as contradições da sociedade, dando sinais de que vive na era das cavernas", afirma a entidade estudantil.

Com informações da Agência Brasil.

Confira abaixo a nota da UNE na íntegra:

Diretoria de Mulheres da UNE divulga nova nota sobre o caso de machismo da UNIBAN:
Episódio de violência sexista acaba em mais uma demonstração de machismo

No dia 22 de outubro, o Brasil assistiu cenas de selvageria. Uma estudante de turismo da Universidade Bandeirante (São Paulo) foi vítima de um dos crimes mais combatidos na sociedade, a violência sexista, que é aquela cometida contra as mulheres pelo fato de serem tratadas como objetos, sob uma relação de poder desigual na qual estão subordinadas aos homens. Nesse episódio, a estudante foi perseguida e agredida pelos colegas, hipoteticamente pelo tamanho de vestido que usava, e só pôde deixar o campus escoltada pela polícia. Alguns dos alunos que a insultaram gritavam que queriam estuprá-la. Desde quando há justificativa para o estupro ou toleramos esse tipo de violência?

Pasmem, essa história absurda teve um desfecho ainda mais esdrúxulo. A Universidade, espaço de diálogo onde deveriam ser construídas relações sociais livres de opressões e preconceitos, termina por reproduzir lamentavelmente as contradições da sociedade, dando sinais de que vive na era das cavernas.

Além de não punir os estudantes envolvidos na violência sexista, responsabiliza a aluna pelo crime cometido contra ela e a expulsa da universidade de forma arbitrária, como se dissessem que, para manter a ordem, as mulheres devem continuar no lugar que estão, secundárias à história e marginalizadas do espaço do conhecimento.

É naturalizado, fruto de uma construção cultural, e não biológica, que os homens não podem controlar seus instintos sexuais e as mulheres devem se resguardar em roupas que não ponham seus corpos à mostra. Os homens podem até andar sem camisa, mas as mulheres devem seguir regras de conduta e comportamento ideais, a partir de um padrão estético que a condiciona a viver sob as rédeas da sociedade, que por sua vez é controlada pelos homens.

Esse desfecho, somado às diversas abordagens destorcidas do fato na mídia, demonstram a situação de opressão que todas nós, mulheres, vivemos em nosso cotidiano. Situação em que mulheres e tudo o que está relacionado a elas são desvalorizados e depreciados. A mulher é vista como uma mercadoria - ora utilizada para vender algum produto, ora tolhida de autonomia e direitos, ora violentada, estigmatizada e depreciada. É essa concepção que acaba por produzir e reproduzir o machismo, violência e sexismo, próprios do patriarcado. Tal concepção permitiu o desrespeito a estudante.

Nós, mulheres estudantes brasileiras, em contraposição a essa situação, estamos constantemente em luta até que todas as mulheres sejam livres do machismo, da violência, do desrespeito e da opressão que nos cerca.

Repudiamos o ato de violência dos alunos contra a estudante de turismo, repudiamos a reação da mídia que insiste em mistificar o fato e não colocar a violência de cunho sexista no centro do debate e denunciamos a atitude da universidade de punir a estudante ao invés daqueles que provocaram tal situação.

Exigimos que a matrícula­ da estudante seja mantida, que a Universidade se retrate publicamente e que todos os agressores sejam julgados e condenados não somente pela instituição, a Uniban, mas também pela Justiça brasileira.

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SARESP: PROVAS ADIADAS PARA 17, 18 E 19-11

 

 

As provas do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), previstas para os dias 10, 11 e 12 de novembro, foram adiadas nesta segunda-feira (09/11).  A medida foi tomada depois que o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd), empresa que venceu a licitação para realização do Saresp, avisou à Secretaria de Estado da Educação que não conseguiria cumprir os prazos definidos pelo contrato, inviabilizando a data programada inicialmente. O comunicado foi feito na noite de sábado (07/11), mobilizando o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza, e coordenadores da Secretaria envolvidos no processo, que se reuniram no final de semana para buscar uma solução. As provas foram remarcadas para a próxima semana, nos dias 17, 18 e 19 de novembro, obedecendo a mesma ordem de aplicação: português, matemática, história e geografia, respectivamente.

No domingo (08/11), o próprio secretário visitou a gráfica onde as provas estão sendo impressas e empacotadas e destacou uma equipe da Secretaria para coordenar e supervisionar o trabalho, inclusive durante o período noturno, na tentativa de resolver o atraso na entrega do material. Cerca de 200 alunos da Escola de Formação de Soldados da Polícia Militar também foram escalados para auxiliar no processo logístico. Além deles, outras 150 pessoas foram mobilizadas pela Secretaria e se juntaram à força tarefa.

Na quarta-feira (04/11), em reunião convocada pelo secretário com a diretoria técnica do CAEd, nada foi mencionado pela empresa sobre problemas com o prazo de entrega do material, o que fez com que a Secretaria fosse pega de surpresa com o comunicado três dias depois. Mediante o ocorrido, a Secretaria tomará as medidas legais previstas no contrato.

Empresa vencedora da licitação para realização do Sarep este ano, o CAEd é um órgão integrante da Universidade Federal de Juiz de Fora, de Minas Gerais, que há muitos anos realiza a avaliação naquele Estado e tem ganhado outras licitações pelo Brasil afora, sendo bem conceituada no mercado.

Este ano, contudo, o Saresp exigiu uma logística maior em virtude da inclusão de novas disciplinas e adesão de alunos de escolas municipais e particulares. Ao todo, farão a avaliação este ano 2.474.817 estudantes, sendo 1.780.122 de escolas estaduais, 625.950 de escolas municipais e 68.745 de escolas particulares. Mais de 20 tipos de avaliações por série e disciplina foram preparadas como medida de segurança contra vazamento, o que prevê a impressão de cerca de 7 milhões de provas. A postergação em nada deverá afetar a qualidade da avaliação educacional do estado de São Paulo.

 

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MOVIMENTO DE MULHERES  MARCA PROTESTO NA UNIBAN

 

 

Entidades ligadas ao movimento de mulheres prometem realizar hoje um ato contra o tumulto e a expulsão da estudante Geisy Arruda pela Universidade Bandeirante (Uniban). No texto da convocação, marcada para as 18 horas em frente ao câmpus de São Bernardo, onde ocorreu o episódio, o Movimento Feminista, Sindical e Estudantil afirma que "a vítima foi transformada em ré" e os "agressores ficaram impunes".

 

Na tarde de ontem, organizações não-governamentais (ONGs) se mobilizaram pela internet, circulando mais de um abaixo-assinado contra o ocorrido na Uniban. Um deles, que em três horas obteve mais de mil assinaturas, afirma que "a expulsão envergonha os subscritores desse manifesto e coloca em cheque os princípios basilares do Estado Democrático de Direito." O texto continua dizendo que "deve ser registrado que a opção da Uniban é fato isolado e contraria a todos nós".

 

A União Nacional dos Estudantes (UNE) também condenou a postura da Uniban. "Alguns dos alunos que a insultaram gritavam que queriam estuprá-la. Desde quando há justificativa para o estupro ou toleramos esse tipo de violência? Pasmem, essa história absurda teve um desfecho ainda mais esdrúxulo. A universidade termina por reproduzir lamentavelmente as contradições da sociedade, dando sinais de que vive na era das cavernas", diz nota da entidade. Nehemias Domingos de Melo, advogado de Geisy, disse que vai se reunir hoje com sua equipe para decidir quais medidas judiciais tomará.

 

Imprensa internacional

 

A expulsão de Geisy Arruda ganhou espaço nas agências internacionais de notícia e nas versões online de alguns dos principais jornais do mundo ontem. Com o título "Aluna brasileira é expulsa após usar minissaia", o New York Times online publicou duas reportagens narrando o caso. Uma delas, assinada pela agência de notícias Reuters, ironizou o fato de o episódio ter acontecido em um país conhecido pelos seus biquínis minúsculos e sua atitude liberal.

 

No site do britânico The Guardian, a reportagem, assinada pela agência de notícias Associated Press, ganhou um lugar de destaque, logo abaixo das reportagens sobre os jogos de futebol. O Daily Telegraph também deu espaço para o tema.

UOL

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