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Para Adriano Plesskott, que se formou recentemente, ter uma boa equipe fez a diferença: "Fiz o TCC com uma colega com quem sempre fiz as atividades da faculdade. Foi muito bom, porque já sabíamos como cada um trabalhava".
Mais importante do que ter uma idéia do começo do trabalho, é saber ver como será seu final. "Costumo dizer que uma boa forma de iniciar o projeto é redigir uma conclusão. É evidente que ela será muito diferente da final, mas o estudante terá uma idéia de onde pretende chegar", diz Rachel. Essa visão evita o problema que muitos alunos têm de não conseguirem terminar o trabalho, pois não tinham em mente os objetivos que deveriam cumprir.
"O tema deve sempre ser relevante à área de estudo, no entanto, a troca de tema e a demora na conclusão do TCC ocorrem pela dificuldade de aliar o que se gosta ao que precisa ser feito", analisa Rachel. Para evitar problemas ao longo do trabalho, um conselho da especialista é adaptar assuntos ligados a temas de seu interesse com a sua área de estudo: "O caminho será mais tranquilo se você fizer algo que goste".
O trabalho da estudante de jornalismo Juliana Omena obteve nota máxima e parte do sucesso se deveu à escolha do assunto: "Desde o início da faculdade tinha mais proximidade com matérias voltadas ao jornalismo social. Começamos a buscar em diversos sites, até que um dia achamos o tema no Orkut. Acredito que tudo apareceu certo e na hora certa", diz Juliana.
Rachel diz que é importante não perder de vista a natureza do TCC. Para ela, o trabalho é "na verdade, um planejamento estratégico completo, independente da área de formação do aluno". Ele deve ser divido nas seguintes etapas:
Por fim, Rachel ressalta a importância de saber organizar o tempo de forma a aproveitá-lo o melhor possível: "A melhor maneira de não se perder é desenvolver um cronograma e combiná-lo com seu orientador, com prazos de entregas e as etapas que devem ser cumpridas".
O cronograma deve dar uma margem até mesmo para os imprevistos que possam surgir no meio do caminho. Além disso, é necessário deixar tempo para a revisão final, a impressão e a encadernação: "Portanto, terminar em cima do prazo é arriscado e perigoso", salienta.
E se você "travar" no meio da elaboração do TCC? Diversas pessoas se queixam de, durante a escrita do trabalho, passarem por períodos sem idéias novas para escrever. O principal antídoto para o "branco" é a leitura da bibliografia com antecedência e se munir de livros e materiais.
Por fim, Rachel Polito lembra que a conclusão imaginada no início do trabalho deve ser revista levando em conta os objetivos iniciais. "É importante lembrar que conclusão é uma etapa importante no trabalho e requer atenção especial. Um trabalho bem desenvolvido com uma conclusão fraca pode estar arruinado."
UOL
Conselho Nacional aprova fim da divisão por disciplinas no ensino médio
Estados têm autonomia para decidir se adotam mudanças.
A partir de 2010, MEC financiará projetos de cem escolas.
A proposta do Ministério da Educação (MEC) de eliminar a divisão em disciplinas do currículo do ensino médio foi aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) nesta terça-feira (30).
O MEC pretende apoiar experiências curriculares inovadoras no ensino médio. Segundo a assessoria de imprensa do ministério, a partir de 2010, cerca de cem escolas deverão receber financiamento do ministério para implantar mudanças curriculares, que passariam a ser interdisciplinares e mais flexíveis, na tentativa de melhorar a qualidade da educação.
A atual estrutura deve ser substituída pela organização dos conteúdos em quatro eixos: trabalho, ciência, tecnologia e cultura, com o objetivo que o conteúdo ganhe maior relação com o cotidiano e faça mais sentido para os alunos. O objetivo da mudança é atrair o interesse do estudante de ensino médio, área crítica da educação .
Outra mudança a ser estimulada é a flexibilidade do currículo: 20% da grade curricular deve ser escolhida pelo aluno.
O texto também prevê o aumento da carga horária mínima do ensino médio – de 2,4 mil horas anuais para 3 mil – além do foco na leitura, que deve perpassar todos os campos do conhecimento. A proposta ainda estimula experiências que instiguem a participação social dos alunos, além do desenvolvimento de atividades culturais, esportivas e de preparação para o mundo do trabalho.
Nos próximos 40 dias, o MEC deverá definir o volume de recursos disponível para o programa e a forma de financiamento, se diretamente à escola ou se por meio de convênio com as secretarias estaduais.
Entenda o que muda no currículo do ensino médio
Como é hoje e Como será
Conteúdo é dividido em disciplinas: matemática, física, química, biologia, português, história, geografia e inglês ;
Conteúdo ficará mais interdisciplinar e será dividido em quatro eixos: trabalho, ciência, tecnologia e cultura;
Grade curricular é fixa e obrigatória para todos os alunos;
Com a flexibilização do currículo, o aluno poderá escolher 20% da grade
Carga horária hoje: 2,4 mil horas/ano
Carga horária em 2010 : 3 mil horas/ano
“Esperamos que essa proposta seja acompanhada e avaliada e possa se tornar uma política universal”, disse a secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda. De acordo com ela, a intenção é que o programa seja estendido e que todas as escolas que oferecem ensino médio possam adotar as mudanças curriculares debatidas.
“Nossa intenção não é ter escolas modelos, mas que todas possam oferecer ensino de mais qualidade”, completou o coordenador-geral do ensino médio da Secretaria de Educação Básica, Carlos Artexes Simões.
A implantação no sistema público de ensino dependerá dos Estados, que têm autonomia para aderir ou não. A proposta também vem ao encontro das alterações no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) , que terá uma divisão por quatro grandes áreas.
G1
VERSÃO DO SINDICATO SOBRE O DESFECHO DOS PROJETOS 19 E 20
Fax nº 39 – 25/06/2009
ASSEGURADA ESTABILIDADE PARA 80 MIL PROFESSORES TEMPORÁRIOS
*Governo usa ampla maioria na Alesp para aprovar PLCs 19 e 20/2009
*Luta dos professores e da APEOESP altera projetos originais do governo
*Luta prossegue pelo reposição salarial de 27,5%, formação continuada e demais reivindicações
Agora é lei: o Projeto de Lei Complementar nº 19/2009, aprovado na noite de 23/06 na Assembleia Legislativa, regulamenta em definitivo a estabilidade para 80 mil professores admitidos em caráter temporário que ingressaram na rede estadual de ensino até o dia 1º de junho de 2007, data em que entrou em vigor a Lei 1010 que criou a SPPrev, sistema de previdência dos servidores estaduais. A inclusão destes milhares de professores temporários na SPPrev foi uma conquista da categoria que se mobilizou durante a tramitação do projeto de lei do governo estadual, que originalmente pretendia remeter estes profissionais para o regime geral da previdência, o INSS. Com a aprovação do PLC 19, esta estabilidade está regulamentada.
Além do PLC 19, que estabelece novas regras para a contratação de servidores temporários, o governo estadual utilizou sua ampla maioria na Assembleia Legislativa para aprovar também o projeto 20, que cria duas novas jornadas de trabalho, de 12 e 40 horas, e cargos para concursos públicos de docente na rede estadual de ensino. Durante sessão plenária, os deputados de oposição registraram seus votos contrários aos projetos, defendendo as reivindicações da categoria, que lotou a galeria e os corredores da Casa durante todo o processo de discussão e votação.
Mobilização denuncia ataques do governo
Desde o momento em que os projetos do governo foram anunciados, os professores mobilizaram-se denunciando que o PLC 19 institucionaliza a rotatividade dos professores (ao impor uma quarentena de 200 dias entre uma contratação e outra), precariza ainda mais os direitos dos novos temporários e não oferecia perspectiva de realização periódica de concursos para reduzir, a níveis aceitáveis, o elevadíssimo número de professores temporários na rede estadual de ensino: este quadro compromete a qualidade do ensino. Ao mesmo tempo, a Diretoria da APEOESP denunciou o PLC 20 por criar uma nova etapa no concurso público, após a prova inicial e apresentação de títulos, submetendo os aprovados a nova avaliação depois de um cursinho de quatro meses. A prova do concurso público já é suficiente para avaliar a capacidade do professor e a formação deve ser continuada, em serviço e no local de trabalho, durante toda a carreira.
O governo tinha pressa em aprovar os projetos e utilizou o regime de urgência para atropelar as comissões permanentes da Assembleia Legislativa. Com isso, pretendia impedir necessária discussão aprofundada das matérias. A pressão da categoria, organizada pela APEOESP, conseguiu assegurar realização de uma audiência pública ocorrida no dia 3 de junho, na qual a presidenta do Sindicato, professora Maria Izabel Azevedo Noronha, Bebel, reafirmou as posições da categoria e cobrou diretamente do secretário a instituição de concursos periódicos para dar solução ao problema dos temporários. Em resposta, o secretário comprometeu-se a editar decreto com este teor. A Secretaria da Educação reafirmou, na data de ontem, que o decreto será publicado nos próximos dias, estabelecendo concursos públicos no prazo máximo de quatro anos, ou em prazo inferior, dependendo da necessidade da rede. No próximo semestre, segundo a S.E., haverá concurso para 10 mil vagas.
Pressão da categoria garante ampliação no número de vagas
Mantendo a pressão sobre os parlamentares da base aliada e sobre o próprio governo, os professores conseguiram também que fosse alterada a duração do contrato temporário, de um para dois anos (combinando-se com a realização periódica dos concursos) e que fosse ampliado número de vagas para concurso, de 50 mil para 80 mil, conforme emenda proposta pelo deputado Roberto Felício.
Campanha salarial e educacional continua
Em todos os momentos deste processo, a categoria manteve-se em estado de mobilização permanente, com a realização de assembleias gerais em frente à Secretaria da Educação e, sobretudo, vigílias na Assembleia Legislativa. Também foram realizadas reuniões com a Secretaria da Educação. Na primeira delas, com presença do secretário, a Diretoria reafirmou as reivindicações, denunciou os problemas advindos dos projetos, entre eles, a rotatividade e a imposição de uma escolinha de formação, sobre a qual não há qualquer informação consistente. O Sindicato reforçou a necessidade de formação continuada a todos os profissionais da rede pública de ensino.
A pressão e a mobilização continuam pelo atendimento de todos os pontos da pauta da categoria, entre eles, 27,5% para repor as perdas acumuladas; garantia de 33% da jornada para atividade extraclasse; concurso público classificatório periódico em todos os níveis e disciplinas; novo Plano de Carreira; fim da superlotação das salas de aula; reajuste salarial para todos; incorporação de todas as gratificações, com extensão aos aposentados; fim da política de bônus e imediatas ações para prevenção à violência nas escolas. O Sindicato também fortalecerá a luta pelo reconhecimento social de toda a categoria.
ESTADO DE SÃO PAULO: CONCURSO PARA PROFESSORES A CADA 4 ANOS
O governo de São Paulo decidiu tornar obrigatória a realização de concursos públicos para professor a cada quatro anos, no máximo. A ideia é evitar que o número de docentes temporários volte a subir, após o Executivo adotar medidas para redução do contingente.
Hoje, 40% dos professores da rede não são concursados (80 mil entre os 210 mil). A intenção da Secretaria da Educação é reduzir para 10%. Os concursos públicos periódicos são necessários, diz a pasta, para diminuir o atual patamar e, depois, mantê-lo no nível adequado.
O Estado entende que a situação atual prejudica a qualidade de ensino. Os temporários não passaram por seleção de ingresso e não têm estabilidade.
Na terça-feira, a Assembleia aprovou pacote de medidas do governador José Serra (PSDB) que poderá ajudar a reduzir a presença dos não concursados.
Um dos projetos aprovados prevê criação de 80 mil cargos públicos, primeiro passo para o concurso. Os postos serão utilizados para substituição de temporários. Ou seja, em números absolutos, a rede não terá grande variação no corpo docente.
Os deputados também aprovaram a criação de uma jornada de 12 horas semanais (a menor era de 24 horas). O objetivo é facilitar o preenchimento de aulas, com docentes efetivos, de disciplinas com baixa carga horária (como física).
"Com as medidas, em quatro anos devemos ter um nível adequado de temporários na rede", disse à Folha o secretário da Educação, Paulo Renato Souza. "Vamos estabelecer a periodicidade dos concursos para que a situação atual não volte."
De acordo com Paulo Renato, a medida será implementada por meio de decreto do governador, a ser publicado até a semana que vem.
A medida foi apoiada pela presidente da Apeoesp (sindicato dos professores), Maria Izabel Noronha. "Independente de quem estiver no governo, será obrigatória a abertura de concurso. É a medida mais importante para evitar a elevada proporção de temporários."
Atualmente, não há periodicidade definida para abertura de seleção. O último concurso público estadual para professores de 1ª a 4ª, por exemplo, ocorreu em 2005.
Apesar de concordar com a decisão do governo de fixar uma periodicidade para os concursos, a Apeoesp criticou algumas medidas do Executivo aprovadas pela Assembleia.
Uma delas é a prova para os atuais temporários. Quem for reprovado não poderá lecionar --ficará em atividade de apoio.
"Não há número suficiente de professores para colocar uma parte na biblioteca. E analisamos um possível desvio de função, que cabe contestação judicial", disse a presidente.
Segundo o secretário da Educação, a ideia é garantir qualidade do corpo docente. "Espero que o volume aprovado seja suficiente para a rede", disse.
UOL
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São Paulo aprova leis para diminuir professores temporários
O governo de São Paulo aprovou ontem (23) na Assembleia Legislativa pacote de medidas que visa diminuir o número de professores temporários na rede --80 mil, que representam 40% do total-- e que limita o período de trabalho dos docentes não concursados a serem contratados a partir de agora.
As propostas do governador José Serra (PSDB) criam 80 mil cargos e fixa o prazo de dois anos para atuação de temporários (hoje não há limite). Após o período, o docente ficará ao menos um ano fora da rede.
Os atuais não concursados terão de fazer prova. Os reprovados irão para ações de apoio (salas de leitura, por exemplo).
As bancadas do PT, PSOL e PC do B criticaram principalmente a proposta de limitação de prazo para os temporários, por entender que a prática agora ficou "oficializada".
O próprio governo admite que o número de temporários prejudica o ensino, pois os temporários não passaram por seleção e não têm estabilidade.
A criação de cargos, diz o Executivo, permitirá que haja uma forte redução no número de temporários. A abertura de cargos é apenas uma autorização para concursos públicos.
O primeiro exame deverá ser feito neste ano, com cerca de dez mil vagas. Segundo a lei sancionada ontem, os aprovados terão de passar agora por um curso e uma nova prova antes de entrar em sala de aula.
O governo diz, porém, que sempre será necessário a existência de temporários na rede, para substituição em ocasiões específicas --não como política permanente, como ocorre hoje.
Para evitar que os temporários sigam na rede indefinidamente (alguns se aposentam nessa condição), o governo limitou a permanência deles. As medidas ainda precisam ser sancionadas por Serra.
Críticas
"O projeto legaliza a rotatividade [de professores]", afirmou o deputado Carlos Giannazi (PSOL), sobre a proposta de limitação dos temporários.
"O adequado seria fazer concurso público periódico", disse o deputado Roberto Felício (PT). "Além disso, imagina colocar professores em 'quarentena', em uma área que há falta de mão-de-obra. É um projeto burro, que vai condenar as crianças a ficarem sem aulas."
Folha de SP
INVERNO COMEÇA HOJE ÀS 02H45

Inverno é mais fria estação do ano. No hemisfério norte, se inicia por volta de 21 de dezembro, no solstício de inverno, e termina em 21 de março, no equinócio de primavera. Já no hemisfério sul, o inverno se inicia em 21 de junho e termina em 23 de setembro.
Na mitologia grega, Zeus ordenou que Perséfone, sua filha com Deméter, ficasse seis meses com sua mãe e seis meses com Hades, o deus da escuridão. Deméter teria se entristecido, e por causa desses períodos em que ficaria longe de sua filha, teria se originado o outono e o inverno.
Em certos períodos do movimento de translação, alguns pontos da Terra ficam bem próximos ao sol, em contrapartida, outros ficam mais distantes. Na parte que está mais próxima do sol, é verão; na mais distante, inverno. Por esse motivo, nenhuma estação pode ocorrer simultaneamente em dois pólos da Terra.
O inverno é caracterizado, principalmente, pelas baixas temperaturas. Durante a estação, várias espécies de animais, principalmente de pássaros, migram para outras regiões mais quentes. Outros animais, como ursos, hibernam nesse período, reduzindo grandemente sua atividade metabólica. Em muitas regiões, pode ocorrer a incidência de neve e geadas.
No Brasil, pelo fato de não haver estações bem definidas, o inverno não é tão rigoroso como em outras regiões de clima temperado; os efeitos típicos da estação são sentidos apenas na região Sul, que apresenta temperaturas pouco acima dos 0ºC. De fato, o inverno causa chuvas generalizadas nas regiões Sul e Sudeste, além de constantes inversões térmicas em muitas cidades.
CONHEÇA A SALA ESPECIAL DE INVERNO:
Assembleia de São Paulo vota admissão de 80 mil docentes
A Assembleia paulista deve votar na próxima semana, entre terça e quarta, o projeto da gestão Serra para a contratação de 80 mil professores.
As contratações devem ocorrer no transcorrer de dois anos e pretendem substituir os professores temporários (não concursados). A rede estadual de ensino possui atualmente 215 mil docentes, sendo que cerca de 80 mil são temporários -os números variam mês a mês.
Os temporários são apontados pelo governo com um dos motivos para a baixa qualidade da educação no Estado.
Com as contratações, o Estado utilizaria os professores não concursados apenas nos casos de emergências, como substituição de licenciados.
O sindicato dos professores estaduais elogiou o aumento de vagas na rede.
O sinal verde para a ampliação foi dado ontem. Anteontem, o governador José Serra (PSDB) encaminhou à Assembleia um aditivo de 30 mil vagas ao seu projeto anterior --que previa 50 mil contratações.
O projeto que aumenta o total de vagas no ensino paulista atende a pedido da oposição e deve facilitar sua aprovação.
Outro projeto em tramitação na Casa prevê a contratação de mais 10 mil docentes -para concurso ainda neste ano. Somando as duas propostas, serão 90 mil docentes contratados.
A gestão Serra também alterou, há duas semanas, o prazo máximo de permanência do temporário na função no cargo. A previsão inicial era de um ano, mas a medida estendeu o prazo para dois anos. Em maio, os professores ameaçaram entrar em greve contra o projeto que limitava o prazo no cargo.
Especialistas em administração pública criticavam o tempo limitado para a contratação de professores temporários.
A maioria dos professores da rede estadual que trabalham atualmente como temporários não perderá o emprego porque ganharam estabilidade pelo tempo de trabalho.
Somente os docentes que ingressaram na carreira após 2007 devem ser afetados. Em princípio, porém, devem permanecer mais dois anos.
Depois disso, entram numa "quarentena" de 200 dias até estarem aptos a concorrer a um cargo público novamente.
A ampliação do prazo tem como objetivo reduzir a rotatividade excessiva de mão-de-obra nas escolas, o que seria nocivo ao processo de aprendizagem, afirma a Secretaria de Estado da Educação.
"A rotatividade atrapalha o processo pedagógico", afirma Maria Isabel Noronha, presidente da Apeoesp (sindicato dos professores).
http://noticias.bol.uol.com.br/educacao/2009/06/20/ult4735u1575.jhtm
Educação de SP recolhe mapa sem divisa entre Pará e Amapá distribuído na rede estadual
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo vai recolher um dos mapas que distribuiu em fevereiro deste ano. O motivo: foram encontrados erros no "Mapa Mundi Político (Planisfério)". A informação consta do Diário Oficial do Estado de São Paulo desta quarta (17).
Segundo a portaria da Cenp (Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas), "não está demarcada a divisa entre os Estados do Pará e do Amapá". Além disso, o Estado do Amapá está identificado de maneira incorreta.
Há, ainda "outras incorreções gráficas": "as linhas divisórias entre os Estados encontram-se ligeiramente deslocadas em relação à base hidrográfica".
A Cenp informa ainda que os mapas foram distribuídos às escolas estaduais em fevereiro e que a constatação do erro é resultado de "seu esforço de revisão permanente dos materiais distribuídos às escolas estaduais".
Dessa vez, o erro foi encontrado pela própria secretaria, diferentemente do que aconteceu com o emblemático caso do livro de geografia com "dois Paraguais". Na ocasião, o caso repercutiu também na imprensa da América do Sul.
Mais recentemente, foram detectados "livros inadequados" entre os títulos distribuídos pelo programa "Ler e Escrever". Livros contendo expressões como "chupa rola", "cu" e "chupava ela todinha" foram distribuídos pela Secretaria Estadual da Educação de São Paulo como material de apoio a alunos da terceira série do ensino fundamental.
Duas das obras seriam devolvidas, segundo a pasta. São elas "Um Campeonato de Piadas", considerado pela pasta como "preconceituoso", e "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol", com palavrões, conotação sexual e alusão ao crime organizado.
Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, foram gastos R$ 149 mil com as seis obras retiradas, dos quais R$ 53 mil com as devolvidas. No total, o programa previa 818 títulos comprados para crianças da 1ª a 4ª séries do fundamental. Os 818 livros do programa custaram R$ 16,7 milhões.
No dia 28 de maio, a secretaria abriu uma exposição com os outros 812 títulos.
http://noticias.bol.uol.com.br/educacao/2009/06/17/ult105u8237.jhtm
Secretaria de Educação oferece 500 bolsas para mestrado ou doutorado
A Secretaria de Educação de São Paulo recebe inscrições até 15 de julho para 500 bolsas de estudo de R$ 790 para mestrado ou doutorado, voltadas a professores efetivos, diretores e supervisores da rede. A inscrição deverá feita apenas pelo site cenp.edunet.sp.gov.br.
Os candidatos devem enviar a ficha de inscrição preenchida pelos Correios, via sedex, ou entregar direto na Diretoria de Ensino onde trabalham. Os interessados devem observar também a lista de documentos exigidos e as normas para obtenção do benefício, disponíveis na web.
O servidor que conseguir o benefício deverá concluir o mestrado em até 24 meses, prorrogáveis por mais seis. Já a bolsa para o doutorado tem validade de 48 meses, prorrogáveis por mais seis meses.
Os cursos terão início no segundo semestre de 2009. Outras informações podem ser obtidas na internet.
*Com informações da Secretaria de Educação de São Paulo.
Professores brasileiros têm perfil jovem, aponta pesquisa
Ao contrário do panorama entre os docentes de outros países, a maioria dos professores do Brasil é jovem. É o que aponta a pesquisa Talis (Teaching and Learning International Survey), realizada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 24 países.
Na maioria dos países, o estudo aponta que a força de trabalho das escolas está envelhecendo. Já no Brasil, só 12% dos docentes têm mais de 50 anos. De acordo com a pesquisa, quase um quarto dos professores têm menos de 30 anos.
O principal objetivo do estudo é levantar dados sobre o ambiente de aprendizagem e as condições de trabalho que as escolas oferecem aos seus profissionais. Para a secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, é positivo o fato de 22% dos docentes ter menos de 30 anos.
"Atrair novos talentos para a carreira é importante. O próximo passo é garantir que ele tenha um bom plano de carreira, salários adequados e boas condições para que ele permaneça na profissão até se aposentar", avaliou.
Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin Leão, o percentual de jovens no magistério ainda é baixo. Ele acredita também que muitos professores com mais de 50 anos abandonam a carreira.
"O professor ingressa na carreira jovem, aos 20 e poucos anos, mas depois de dez anos não vê perspectivas de um futuro melhor e vai procurar outras carreiras que ofereçam ganhos salariais melhores", aponta.
Outra questão em que o Brasil difere dos outros países participantes da pesquisa é no que diz respeito a cargos diretivos nas escolas. Aqui, as mulheres ocupam a maioria dos postos de direção (76%) das unidades escolares, enquanto no resto do mundo a função é majoritariamente dos homens.
A pesquisa detecta que as escolas brasileiras têm pouca autonomia de gestão. Os resultados globais apontam que 75% dos professores trabalham em unidades escolares em que os diretores têm pouca autonomia em relação ao salário dos professores, mas essa independência aumenta em relação a contratações e demissões de pessoal, além de gestão de recursos. Mas no Brasil, cerca de 25% dos docentes estão em escolas em que a direção tem autonomia para gerir pessoas.
Pilar explica que esse resultado é reflexo da forma como o sistema escolar se organiza no país. As secretarias de educação são as responsáveis por administrar o sistema público e as unidades são organizadas em redes. Na avaliação da secretária, o modelo fortalece as escolas, sem prejuízo para a qualidade da educação. "A escola precisa ter a autonomia resguardada no que diz respeito à definição do seu projeto pedagógico e ao relacionamento com a comunidade."
O levantamento entrevistou diretores e professores em cerca de 200 escolas de cada país. Além do Brasil, participaram do estudo Austrália, Áustria, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Eslovênia, Estônia, Holanda, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Coreia, Lituânia, Malta, Malásia, México, Noruega, Polônia, Portugal e Turquia.
Amanda Cieglinski
Agências Brasil